No dia da morte de Oscar, há 30 anos, Michael Jordan 'assombrava' a NBA

Por Luiz Anversa 18 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
No dia da morte de Oscar, há 30 anos, Michael Jordan 'assombrava' a NBA

O 17 de abril não será esquecido pelos brasileiros. Nesta data morreu Oscar Schmidt, o maior jogador de basquete do país de todos os tempos e um dos maiores atletas da categoria da história.

Apelidado de “Mão Santa”, Oscar ganhou destaque ainda jovem ao se mudar para São Paulo, onde iniciou sua formação esportiva no Palmeiras. Rapidamente, seu talento o levou à Seleção Brasileira principal, pela qual atuou entre 1977 e 1996. Foram quase duas décadas defendendo o país, com participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos — um recorde para o basquete masculino brasileiro — e a consagração como o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos marcados.

Por outro lado, a data também traz uma lembrança para os amantes do basquete: há 30 anos, o Chicago Bulls, de Michael Jordan e cia, fechava a temporada regular da NBA com a incrível campanha de 72 vitórias e apenas 10 derrotas, superando o recorde anterior do Los Angeles Lakers, de 69 vitórias e 13 derrotas, da temporada 1971-72.

O melhor time da história?

Para muitos, aquele time de Jordan foi o melhor de todos os tempos. No entanto, a dinastia do Golden State Warriors nos anos de 2010 (títulos em 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2022) levantou boas discussões entre especialistas e amantes do basquete.

Naqueles anos 9o, o Chicago Bulls fez algo que desde então não foi repetido por nenhuma franquia: empilhar três taças seguidas. Por duas vezes. As conquistas vieram de 1991–1993 e 1996–1998. O título da temporada 95-96 seria o quarto da dinastia do Chicago (até a chegada de Jordan uma equipe com pouca história na NBA).

No domínio do Chicago Bulls, a NBA ganhou novos fãs e ultrapassou fronteiras. Bebeu da fonte da globalização que ainda engatinhava. O rosto da NBA havia mudado. Um mercado bilionário estava se abrindo. Como Magic Johnson, ídolo histórico dos Lakers, disse: um novo xerife chegara na cidade. Era Michael Jordan, o atleta que mudou o patamar da liga.

Jordan, Pippen e Rodman formaram o famoso "triângulo" do segundo tricampeonato do Bulls. Ao fundo, o arquiteto de tudo, Phil Jackson (VINCENT LAFORET/AFP via Getty Images))

Jordan, draftado pelo Bulls em 1984, mesmo ano em que Oscar se recusou a jogar pela NBA, sofreu nas primeiras temporadas. Porém, os especialistas logo perceberam que ali havia um talento raro. O maior de todos os tempos do esporte.

Depois de sofrer derrotas duras (em todos os sentidos) para os Bad Boys do Detroit Pistons, o Chicago Bulls reinaria na década seguinte. O comandante foi Phil Jackson, até hoje recordista de títulos como treinador, 11 - 6 com o Chicago e 5 com os Lakers. O rosto da dinastia foi Michael Jordan, que jamais disputou um Jogo 7 em finais.

Naquela temporada mágica, a primeira do retorno de Michael Jordan após sua primeira aposentadoria, o time-base era Ron Harper, Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman e Luc Longley (além da menção honrosa a Toni Kukoc).

Contexto da temporada histórica

* chegou a abrir 3 a 1 na série

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