46% escolhem transporte público em vez de carro por razões ambientais

Por Letícia Ozório 20 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
46% escolhem transporte público em vez de carro por razões ambientais

Quase metade das pessoas (46%) escolheriam o transporte público em vez de um carro pessoal. O motivo dessa escolha? a sustentabilidade.

A informação é da uma nova pesquisa da Ipsos, companhia global de pesquisa de mercado e opinião pública, que avalia as condições de mobilidade ao redor do mundo.

Os Baby Boomers (pessoas nascidas entre 1946 e 1964) são a geração menos disposta a priorizar o transporte coletivo, com 42% dos entrevistados concordando com a afirmação. No sentido contrário, a Geração Z (dos nascidos entre 1997 e 2012) é a mais propensa a trocar os meios privados pelos públicos, com 48%.

A pesquisa, realizada em 31 países, também avaliou as medidas apoiadas para promover a sustentabilidade na mobilidade.

Mobilidade sustentável

Mais da metade (51%, acima da média global de 46%) dos brasileiros apoiam a tarifação por congestionamento, ou seja, a criação de taxas aplicadas à veículos particulares em vias de muito trânsito ou nos horários de pico. O objetivo é reduzir o tráfego por meio de carros e incentivar a utilização de transportes públicos.

Patrícia Pavanelli, diretor de opinião pública e política da Ipsos-Ipec, afirma que a nova edição do Mobility Report mostra que os jovens e moradores urbanos estão cada vez mais abertos a alternativas para a mobilidade.

"Esse público aponta para um futuro onde caminhar, usar transporte público e opções compartilhadas desempenham um papel maior, com foco na preservação do planeta e organização do espaço público", explica.

Ir de bicicleta ou a pé?

A pesquisa indica que 65% dos brasileiros apoiam a utilização de ciclovias exclusivas em estradas, pouco abaixo da média global, de 67%.

Quase 60% dos brasileiros também preferem usar a caminhada e o ciclismo como meio de transporte, versus 61% globalmente. Uma das razões para essa taxa inferior é a segurança pública.

Dados de 2025 do Ministério da Saúde apontam que essas práticas caíram entre os deslocamentos preferidos: em 2008, 17% das pessoas preferia se deslocar a pé ou de bicicleta, taxa que chegou a 12% em 2023. O material do ano passado aponta que a queda nesses deslocamentos está relacionada com a desigualdades urbanas e socioeconômicas.

A falta de infraestrutura adequada pesa nessa decisão, uma vez que só em 2023, o Brasil registrou 1.288 mortes de ciclistas no trânsito.

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