7 em cada 10 brasileiros já sofreram impactos de eventos climáticos extremos. E você?

Por Sofia Schuck 28 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
7 em cada 10 brasileiros já sofreram impactos de eventos climáticos extremos. E você?

Enchentes, secas e ondas de calor cada vez mais intensas já fazem parte da rotina dos brasileiros. Hoje, 77% da população afirma já ter sofrido algum prejuízo causado por eventos climáticos extremos.

É o que revela um novo estudo da Descarbonize Soluções, ao evidenciar que os impactos da crise climática vão além dos danos materiais e já alteram [grifar]comportamento, planos de vida e a percepção sobre o futuro.

Entre os entrevistados, 91% disseram já ter deixado de fazer ou repensado decisões por causa das mudanças do clima em curso.

Viajar para determinados destinos, comprar imóveis em algumas regiões e até realizar investimentos de longo prazo passaram a ser escolhas influenciadas pelo avanço da crise climática.

Segundo o levantamento, 25% dos brasileiros já reconsideraram viagens, 23% repensaram a compra de imóveis e 12% afirmaram ter mudado decisões relacionadas a investimentos.

Em março deste ano, outro estudo do Talanoa mostrou que 24% dos brasileiros já precisaram deixar suas casas ou se deslocar temporariamente por causa de desastres climáticos.

Os dados refletem uma mudança na percepção da população: a crise climática passa a ser percebida não apenas como uma questão ambiental, mas também econômica e social.

Nos últimos anos, o Brasil acumulou tragédias climáticas, como as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, a estiagem recorde na Amazônia e sucessivas ondas de calor registradas em diferentes regiões do país.

Além das perdas humanas, os episódios também pesaram no bolso. Estimativas da Codex apontam perdas de R$ 61 bilhões aos cofres públicos em uma década.

O avanço da ecoansiedade

Junto com os episódios, surge a chamada "ecoansiedade", quando os efeitos emocionais da crise climática ganham espaço no cotidiano das pessoas. O dado chama a atenção: 52%, afirmou se preocupar frequentemente com esses fenômenos extremos.

Além disso, 66% disseram já ter buscado algum tipo de apoio para lidar com sentimentos relacionados a saúde do planeta.

As formas de suporte variam entre conversas com amigos e familiares, busca por informações na internet e apoio psicológico profissional.

A tendência acompanha o avanço global da chamada ansiedade climática, especialmente em meio ao aumento da frequência e intensidade dos desastres.

A preocupação com o futuro também aparece de forma expressiva na população brasileira. Metade dos entrevistados acredita que as próximas gerações viverão em condições piores do que as atuais por causa do clima.

Já 68% afirmam que notícias sobre eventos extremos aumentaram sua preocupação em relação ao futuro.

O retrato revelado surge em um momento de um temor crescente entre cientistas com a possibilidade de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses.

Nesse cenário, especialistas apontam que investir em adaptação climática, com cidades mais resilientes, infraestrutura preparada e sistemas de prevenção, será cada vez mais essencial para reduzir impactos econômicos, sociais e humanos.

1/17 Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS) (Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))

2/17 Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 14 de maio de 2024. Crédito: Anselmo Cunha / AFP) (Homens movem pacotes em um barco através de uma rua inundada no centro histórico de Porto Alegre)

3/17 Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. A água e a lama tornaram os estádios e sedes do Grêmio e Internacional inoperáveis. Sem locais para treinar ou jogar futebol, os clubes brasileiros tornaram-se equipes itinerantes para evitar as enchentes que devastaram o sul do Brasil. (Foto de SILVIO AVILA / AFP) (Vista das áreas inundadas ao redor do estádio Arena do Grêmio em Porto Alegre)

4/17 Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 29 de maio de 2024. Foto de SILVIO AVILA / AFP (Vista aérea do centro de treinamento do Internacional ao lado do estádio Beira Rio em Porto Alegre)

5/17 Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta, entre os municípios de Lajeado e Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 21 de maio de 2024. O Rio Grande do Sul experimentou um desastre climático severo, destruindo pelo menos seis pontes e causando interrupções generalizadas no transporte. O exército respondeu construindo pontes flutuantes para pedestres, uma solução temporária e precária para permitir que a infantaria atravesse rios durante conflitos. (Foto de Nelson ALMEIDA / AFP) (Pessoas atravessam uma ponte flutuante para pedestres sobre o rio Forqueta)

6/17 Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 26 de maio de 2024. O estado sulista do Rio Grande do Sul está se recuperando de semanas de inundações sem precedentes que deixaram mais de 160 pessoas mortas, cerca de 100 desaparecidas e 90% de suas cidades inundadas, incluindo a capital do estado, Porto Alegre. (Foto de Anselmo Cunha / AFP) (Ana Emilia Faleiro usa um barco para transportar suprimentos em uma rua inundada em Porto Alegre)

7/17 Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP) (Um homem limpa sua casa atingida pela enchente no bairro Sarandi)

8/17 Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi, um dos mais atingidos pelas fortes chuvas em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em 27 de maio de 2024. Esta é a segunda enchente histórica que Marks enfrenta aos 94 anos de idade. A primeira foi em 1941, quando ele morava no centro de Porto Alegre. Cidades e áreas rurais no Rio Grande do Sul foram atingidas por semanas por um desastre climático sem precedentes de chuvas torrenciais e enchentes mortais. Mais de meio milhão de pessoas fugiram de suas casas, e as autoridades não conseguiram avaliar completamente a extensão dos danos. (Foto de Anselmo Cunha / AFP) (Alcino Marks limpa corrimãos sujos de lama após a enchente no bairro Sarandi)

9/17 (Um trabalhador usa uma mangueira de alta pressão para remover a lama acumulada pela enchente)

10/17 (Destruição no RS após chuvas e enchentes)

11/17 Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, tirada em 14 de maio de 2024. Foto de Anselmo Cunha / AFP (Vista da estátua de José e Anita Garibaldi na inundada Praça Garibaldi)

12/17 Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria (RS). (Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria)

13/17 Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações” (Eduardo Leite: “Faremos de tudo para garantir que a reconstrução preserve nossas vocações”)

14/17 Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS) (Imagem aérea de sobrevoo do presidente Lula em Canoas (RS))

15/17 (Imagem aérea da destruição no Rio Grande do Sul - Força Aérea Brasileira/Reprodução)

16/17 Setor elétrico: Aneel propõe medidas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas para melhorar resposta a desastres causados pelas mudanças climáticas. (Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas)

17/17 (Vista aérea mostrando a estrada ERS-448 inundada em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul)

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