A Bienal de São Paulo está indo até você — ou até seu próximo destino de viagem

Por Luiza Vilela 25 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
A Bienal de São Paulo está indo até você — ou até seu próximo destino de viagem

Nem todo viandante anda estradas, mas a 36ª Bienal de São Paulo decidiu que, em 2026, a arte vai caminhar.

A partir de 3 de março, o Pavilhão Ciccillo Matarazzo deixa de ser o único endereço da maior mostra de arte contemporânea do Hemisfério Sul. Com o programa de mostras itinerantes, a Bienal inicia um roteiro por mais de dez cidades no Brasil e no exterior para levar recortes curatoriais inéditos.

Goiânia, Rio de Janeiro e Curitiba são as primeiras capitais a receberem as exposições. A montagem é diferente da de São Paulo: cada praça terá uma seleção específica de artistas e uma curadoria distinta, adaptando o conceito "Da humanidade como prática" para a realidade e o público local. É a estratégia da Bienal para ser, de fato, um evento de alcance nacional e internacional.

36ª Bienal de São Paulo pelo Brasil

Antes avançar na estrada, em São Paulo, o conceito da Bienal mergulhou fundo nas águas. O curador-geral, Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, buscou artistas em regiões próximas a rios icônicos, do Amazonas ao Tâmisa, do Hudson ao Limpopo, para reforçar a ideia de que a água é a base da vida e o fio condutor desta edição.

O tema desse ano foi Nem Todo Viandante Anda Estradas/Da Humanidade Como Prática. O título foi inspirado em um verso de Conceição Evaristo, “Nem todo viandante anda estradas, há territórios que só a poesia penetra”, do poema Da Calma e do Silêncio. Ao todo, foram mais de 120 participantes com artes em diferentes formatos, como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas e musicais.

A expansão para outros estados brasileiros faz parte de um pacote de novidades que a Bienal de Arte trouxe para 2026. A começar pela duração da mostra: foram mais de quatro meses em cartaz, até 11 de janeiro de 2026. Pela primeira vez em 70 anos, a Fundação Bienal também foi liderada por duas mulheres, Andrea Pinheiro e Maguy Etlin.

Ao levar as obras para fora do eixo paulistano, a fundação amplia o fôlego conceitual da edição. Em 2026, a ideia é que a arte contemporânea não seja apenas um destino para turistas no Ibirapuera, mas uma experiência que atravessa fronteiras territoriais.

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