A distância de 44 pontos que ameaça a retenção nas empresas — e pesa mais que salário
O cenário corporativo em 2026, apresenta de um lado lideranças projetam um cenário de expansão; de outro, a força de trabalho observa o futuro com cautela e desconfiança.
O relatório Workmonitor 2026: A Grande Adaptação da Força de Trabalho, desenvolvido pela Randstad, revela que 95% dos empregadores estão otimistas com o crescimento dos negócios, mas apenas 51% dos talentos compartilham desse sentimento.
Essa distância de 44 pontos percentuais acende um alerta para as estratégias de retenção: as organizações precisam mudar a narrativa tradicional que antes focava em salário e benefícios tangíveis, para uma cultura baseada em transparência, segurança psicológica e desenvolvimento mútuo.
O novo algoritmo da fidelidade
A retenção de profissionais qualificados migrou do peso do "diploma na parede" para o espaço de crescimento prático. Atualmente, 87% dos empregadores valorizam competências práticas acima da formação acadêmica tradicional.
No entanto, existe um descompasso estrutural no entendimento sobre a inteligência artificial. Enquanto metade dos profissionais temem o impacto da IA em suas funções, as empresas aceleram os processos de automação.
No entanto, ao focar no desenvolvimento voltado para a IA, as organizações precisam também direcionar a supervisão humana, com upskilling (requalificação técnica) para assegurar que o profissional não se tornará irrelevante.
O principal benefício de retenção na atualidade, para além do bônus financeiro, é a na garantia de empregabilidade e a valorização técnica dentro da própria companhia.
Presença com propósito
O modelo de trabalho continua sendo um dos pontos mais sensíveis na relação entre corporações e colaboradores. De acordo com o diagnóstico da Randstad, 81% dos empregadores sentem que o formato remoto ou híbrido desafiou a colaboração, por isso, desejam mais interações presenciais.
O desafio das lideranças é gerenciar esse desejo sem adotar posturas impositivas que gerem atrito e desligamentos espontâneos. Para garantir a retenção, a manutenção do modelo híbrido ou o retorno escalonado aos escritórios precisa de um propósito colaborativo.
O foco das organizações deve se deslocar das ferramentas de controle e do microgerenciamento para a criação de rituais presenciais que fortaleçam o espírito de equipe, a troca de conhecimento e a inovação conjunta.
Recrutar também é construir confiança
Nesse contexto, a Conferência de Carreira Na Prática surge como uma oportunidade para empresas que desejam aproximar discurso e prática na atração de talentos. O evento conecta organizações a jovens previamente selecionados e preparados, com foco em conversas mais qualificadas, fit cultural e potencial de desenvolvimento.
Para as companhias, a proposta vai além de preencher vagas: trata-se de fortalecer a marca empregadora diante de uma geração que busca clareza, crescimento e relações profissionais mais consistentes. A Conferência permite reduzir tempo e custo de recrutamento, ampliar a taxa de contratação e construir um banco de talentos para o futuro.
Participe da Conferência e construa pontes reais com a próxima geração de profissionais
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