A empresa de entretenimento musical que quer aumentar as vendas em R$ 12 milhões em um ano
O Brasil é o segundo maior mercado de marketing de influência, segundo dados da Kantar Ibope e IAB Brasil.
É nesse contexto que o Grupo b+ca, criado em 2015 por Bruno Ruiz e Caroline Steinhorst, anuncia um reposicionamento. A empresa, que começou atendendo músicos independentes, agora quer disputar o orçamento de marcas de diferentes setores.
A expectativa é crescer 70%, o que representa um aumento de R$ 12 milhões no faturamento.
“Defendemos o crescimento de longo prazo baseado em tráfego orgânico, conteúdo relevante e construção de comunidade e fãs. É um aprendizado vindo do trabalho com grandes artistas, que hoje inspira marcas a se comportarem como pessoas nas redes e criarem conexão real com o público”, afirma Caroline.
A aposta é transformar a metodologia construída no mercado musical em produto para empresas tradicionais, enquanto equilibra as três verticais de receita: marketing, produção audiovisual e plataforma de educação.
O freelancer que virou negócio
Bruno Ruiz e Caroline Steinhorst já atuavam no mundo da música antes de empreender.
Ruiz fazia a produção audiovisual para artistas, enquanto Caroline fazia o marketing digital de bandas e artistas independentes.
Decidiram juntar o conhecimento de ambos e inaugurar uma empresa em 2015. “Eu tenho o know-how de uma produtora audiovisual, a Carol vem da agência de marketing. Juntos, conseguimos atuar em todas as frentes. Virar empresa foi um passo natural para crescer, estruturar áreas e profissionalizar o negócio, criando um produto mais robusto”, diz Ruiz.
A empresa ganhou organicamente os clientes para os quais a dupla já prestava serviços de freelancer. Com a indicação desses artistas foram crescendo e aumentando a cartela de clientes.
A empresa já atendeu mais de 250 clientes, produziu 900 lançamentos musicais e 7 mil shows divulgados. Entre nomes que já foram atendidos pelo grupo estão Emicida, Liniker, Anitta, BK’, Samuel Rosa e Milton Nascimento.
“Temos alguns clientes que estão há mais de sete anos com a gente e isso acaba sendo uma chancela para o nosso trabalho”, afirma Caroline.
Da música para as marcas
O trabalho com artistas sempre teve foco na construção de comunidade. A empresa entendeu que essa lógica poderia ser replicada fora do nicho musical.
Para isso, passou por uma reestruturação ao longo de dois anos. A principal mudança foi a criação de uma estrutura de liderança e o fortalecimento da gestão de pessoas.
Hoje, o Grupo b+ca reúne uma equipe de 50 pessoas e utiliza ferramentas de inteligência para otimizar processos internos.
O desafio agora é comercial. A empresa está em fase de prospecção ativa para atender negócios de outros setores e consolidar contratos fora da indústria musical. “Queremos trabalhar com empresas e marcas que já tenham abertura para esse novo jeito de construir comunidade e se conectar com o público”, diz Caroline.
Um exemplo dessa estratégia é o GAFFFF, festival focado no mercado do agronegócio que ocorrerá no Allianz Parque, em São Paulo (SP), que já é cliente do Grupo b + ca. O evento reúne shows, fórum e experiências culturais, e a agência trabalha na construção de uma narrativa que conecta produtores e consumidores, ajudando a corrigir percepções distorcidas sobre o setor.
Crescimento
Em 2026, o objetivo é fechar o ano com um crescimento de 70% – o que corresponde a um aumento de R$ 12 mihões.
O novo posicionamento deve impulsionar essa meta, mas não é o único fator. “O crescimento vem de várias frentes simultâneas: marketing e regência, audiovisual, um dos nossos maiores investimentos do ano, e a plataforma de educação”, diz Ruiz.
Eles contam que hoje a agência de marketing contribui para a maior parte do faturamento. Os investimentos na produtora audiovisual vem para igualar a contribuição das áreas.
Enquanto isso, o braço educacional funciona como uma plataforma com cursos e treinamentos voltados à economia criativa. “Além de formar profissionais que podem futuramente integrar o time, a plataforma de educação fortalece o mercado e posiciona a empresa como autoridade na economia criativa, ao ensinar na prática como o trabalho é feito”, afirma o empreendedor.
O Grupo b+ca também conta um laboratório de inovação, que contribui para a criação de novos projetos e produtos. “Queremos posicionar a empresa como um operação de inovação, atuando de forma estratégica, de dentro para fora, e indo além do papel tradicional de prestador de serviços”, diz Ruiz.
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