A era de ouro dos realities acabou? Audiência dá sinais claros

Por Maria Luiza Pereira 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
A era de ouro dos realities acabou? Audiência dá sinais claros

Os realities já não conseguem mobilizar o público como antes? A queda de audiência de “A Casa do Patrão”, da TV Record, que perdeu cerca de 30% do público em apenas uma semana, reforçou uma sensação cada vez mais evidente na televisão: o gênero vive um momento de desgaste.

Durante anos, o Big Brother Brasil funcionou como uma espécie de locomotiva dos realities no Brasil. O programa mantinha o assunto vivo nas redes sociais e ajudava outros formatos a pegarem carona no interesse do público. Sem esse efeito, a fragilidade de muitos programas ficou mais aparente.

Fórmula desgastada

Parte do problema está na repetição. Muitos realities de confinamento seguem apostando na mesma estrutura: brigas, romances, eliminações dramáticas e conflitos pensados para viralizar. O público já reconhece essas dinâmicas rapidamente, o que diminui o impacto.

Além disso, a audiência mudou. Hoje, a atenção está dividida entre streaming, TikTok, YouTube, futebol e consumo sob demanda. Criar um fenômeno coletivo virou algo muito mais raro.

O caso “MasterChef”

Enquanto realities de convivência enfrentam desgaste, o MasterChef Brasil mostrou que ainda existe espaço para o gênero quando há renovação. A edição com amadores de 2025 virou um sucesso inesperado, bateu recorde de audiência na Band e chegou a ficar em segundo lugar por 34 minutos durante a final, no dia 2 de setembro, segundo dados do Kantar Ibope.

O programa também recuperou algo que muitos realities perderam: participantes realmente populares. Nas últimas temporadas, o MasterChef vinha enfrentando baixa audiência, mas conseguiu reverter o cenário com personagens fortes como Leonela, Daniela, Glória e outros.

Esse comportamento já aparecia antes. Em 2023, a Folha de S. Paulo destacou como o reality tinha desempenho discreto na TV aberta, mas acumulava recordes no streaming e no consumo digital. O caso mostrava que o interesse do público ainda existia, apenas de maneira diferente.

O público cansou?

Nem o Big Brother Brasil escapou completamente do desgaste. Antes da edição de 2026, que investiu na volta de veteranos e outras mudanças para alavancar o programa, a era Tadeu Schmidt amargou edições com baixa audiência e pouco interesse do público, como o BBB 25, com duplas.

O sucesso recente do MasterChef Amadores 2025 e do BBB 26 indica que o problema talvez não seja o reality show em si, mas a falta de bons personagens. Não existe limite para boas histórias, mas os realities precisam escalar, cada vez mais, quem sabe contá-las.

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