‘A Nobreza do Amor’: Mentirosa, Virgínia será chantageada por quem menos espera
As estruturas da pacata, mas bem movimentada localidade de Barro Preto estão prestes a tremer com os desdobramentos dos próximos capítulos de A Nobreza do Amor, a aclamada novela das seis da Globo. O folhetim de época ambientado na vibrante década de 1920 e escrito pelo trio Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., prepara-se para exibir uma reviravolta de tirar o fôlego. Virgínia, a sofisticada e sem escrúpulos vilã interpretada por Theresa Fonseca, cruzará definitivamente a linha da legalidade e da moralidade, cometendo um novo e terrível crime.
Contudo, o tiro sairá pela culatra, e a jovem mimada acabará presa em uma grande teia de chantagens, ficando à mercê de uma figura que ela considerava irrelevante e que jamais imaginou que pudesse representar uma ameaça ao seu império de futilidades.
Para compreender a gravidade do novo delito de Virgínia, é imperativo analisar a sua crescente e patológica obsessão em destruir Alika/Lúcia (Duda Santos), a princesa africana refugiada que conquistou o coração do trabalhador brasileiro Tonho (Ronald Sotto) e o respeito dos moradores da região através do seu talento incomum na costura. Humilhada publicamente e incapaz de tolerar o estrondoso sucesso do ateliê de Alika, Virgínia havia adotado uma tática dissimulada. Fingera uma reconciliação, escondeu o seu veneno e chegou ao ponto de se oferecer para desfilar como modelo principal das criações da rival em um grandioso evento beneficente patrocinado pelo município no grêmio recreativo local. No entanto, por trás dos sorrisos ensaiados e da falsa cordialidade que chegou a enganar até a sua própria mãe, Marta (Emanuelle Araújo), a megera arquitetava secretamente a ruína definitiva da modista.
O que a vilã vai aprontar?
A vilã uniu forças com o ambicioso vereador Sebastião (João Fontenele) com o intuito de orquestrar um ataque violento que reduzisse o ateliê de Alika a cinzas e esmagasse os seus sonhos de emancipação no folhetim da plim plim. O plano ganha contornos sinistros e de extrema periculosidade quando Sebastião recorre ao submundo e contrata os serviços de Carrapato (Marcelo Médici), uma figura perigosa que transita entre a marginalidade e o disfarce. Na calada da noite e movido pelo dinheiro arranjado de forma fraudulenta por Virgínia junto ao banco do seu pai, Diógenes, Carrapato infiltra-se na cidade disfarçado como o respeitável Viriato para monitorar os passos das costureiras. É neste cenário de pura conspiração que o bando de cangaceiros liderado pelo temível Belarmino é convocado para espalhar o terror, resultando num confronto armado violento no qual o herói Tonho acaba por ser gravemente baleado no peito, lutando pela vida num hospital.
Embora Virgínia celebre intimamente a destruição física do ateliê e o caos instaurado em Barro Preto, acreditando ter desferido o golpe de misericórdia na sua arqui-inimiga, o seu contentamento durará muito pouco na trama das 18 horas. A reviravolta dramática acontece quando o crime deixa rastros evidentes. Sebastião, percebendo que a corda está prestes a rebentar para o seu lado e pressionado pelas exigências financeiras cada vez mais altas de Carrapato para manter o bico calado, decide emparedar a sua cúmplice rica. Sem qualquer escrúpulo, o político oportunista cobra a sua fatia no esquema e exige que a herdeira lhe consiga quantias exorbitantes de dinheiro para subornar o chantagista.
É exatamente neste ponto da trama que a arrogante Virgínia se vê encurralada e sem saída. Acostumada a manipular o noivo banana, Mirinho, e a usar artimanhas como o golpe da falsa gravidez para segurar o rapaz e manter o seu status social elevado, a vilã descobre que o poder do dinheiro do seu pai não a consegue blindar contra criminosos profissionais. Sebastião e Carrapato passam a controlar cada passo da jovem, transformando a vida da dondoca num verdadeiro inferno psicológico. A moça, que sempre olhou com profundo desprezo para todos aqueles que considerava inferiores, descobre-se submetida aos caprichos de chantagistas implacáveis que ameaçam expor a sua participação intelectual no atentado terrorista e na tentativa de homicídio que quase tirou a vida de Tonho na novela de época.
O público de A Nobreza do Amor pode esperar cenas de pura tensão e alta voltagem dramática, já que a malvada se dará mal e mais uma vez ficará em maus lençóis no enredo da Globo.
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