A promessa do CEO da Paramount que não animou os donos dos cinemas nos EUA
O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a empresa manterá o compromisso de lançar ao menos 30 filmes por ano caso os reguladores aprovem a aquisição da Warner Bros. Discovery, estimada em US$ 110 bilhões. A declaração foi feita durante a CinemaCon, em Las Vegas, diante de proprietários e executivos de redes de cinema. As informações são da Reuters.
Ellison discursou após a exibição de um vídeo promocional narrado pelo ator Tom Cruise, que descreveu a Paramount como um estúdio onde “uma história épica encontra um futuro ousado”. Apesar da promessa, operadores de cinema demonstraram ceticismo em relação ao aumento da produção anual e pediram às autoridades reguladoras que bloqueiem o acordo.
Em seu pronunciamento, Ellison afirmou que pretende assegurar pessoalmente o compromisso da empresa com o setor exibidor. Segundo ele, após a combinação com a Warner Bros., a Paramount Skydance produzirá um mínimo de 30 filmes por ano somando os dois estúdios. O executivo destacou que a companhia já estaria demonstrando capacidade de ampliar sua produção.
O negócio da Paramount
Criada a partir da fusão entre a Paramount Global e a Skydance Media em agosto do ano passado, a empresa planeja lançar 15 filmes neste ano, número superior aos oito previstos anteriormente. Ellison também afirmou que todas as produções terão exibição exclusiva nos cinemas por pelo menos 45 dias, medida que recebeu aplausos do público presente, já que exibidores defendem um período mínimo desse tipo em toda a indústria.
Apesar das garantias, o acordo enfrenta resistência. No início da semana, o presidente e CEO da entidade setorial Cinema United, Michael O'Leary, afirmou durante a convenção que a união entre a Paramount e a Warner Bros. seria prejudicial ao setor de entretenimento e aos consumidores. Segundo ele, a experiência histórica indica que processos de consolidação resultam em menos filmes produzidos para exibição nos cinemas.
A proposta de fusão também enfrenta oposição de nomes de destaque de Hollywood. Entre eles estão Jane Fonda, J.J. Abrams e Mark Ruffalo, que integram um grupo de cerca de 3.500 signatários de uma carta contrária à operação. O documento argumenta que a combinação dos estúdios pode reduzir oportunidades para criadores, provocar perdas de empregos e elevar os custos para o público.
Após o discurso de Ellison, a Paramount apresentou uma prévia de seus próximos lançamentos. Entre as participações, Johnny Depp promoveu o filme natalino “Ebenezer”, enquanto o diretor James Cameron apresentou seu projeto de filme-concerto em 3D com Billie Eilish.
O vídeo narrado por Tom Cruise, conhecido por protagonizar franquias como “Top Gun” e “Missão: Impossível”, encerrou com o ator no topo da torre de água da Paramount, em Hollywood. “O futuro parece muito promissor a partir daqui”, afirmou Cruise.
David Ellison organiza jantar para Trump em meio à fusão Paramount e Warner
David Ellison, CEO da Paramount Skydance, organizará um jantar privado em homenagem ao presidente Donald Trump na próxima semana, em Washington. A informação foi divulgada pela Variety.
O evento está marcado para o dia 23 de abril, dois dias antes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, e deve reunir convidados do setor de mídia, incluindo jornalistas da CBS News.
A cerimônia será realizada no Instituto da Paz dos Estados Unidos, que, segundo anúncio oficial feito em 2025, passaria a adotar o nome “Instituto da Paz Donald J. Trump”.
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