A temida previsão se confirmou: vendas da C&A ficam estagnadas no 4º tri

Por Mitchel Diniz 25 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
A temida previsão se confirmou: vendas da C&A ficam estagnadas no 4º tri

O balanço da C&A (CEAB3) no quarto trimestre de 2025, período favorável para o varejo de maneira geral, confirmou um dado que vinha assombrando a ação da companhia neste início de ano: as vendas da companhia estagnaram. E o indicador de vendas mesmas lojas da companhia (SSS, na sigla em inglês), aquele que mede o desempenho de vendas em lojas ativos há mais de 13 meses, sofreu retração, tanto em vestuário (de 0,3%) quanto em mercadorias de maneira geral (de 2,7%). Um ano antes, o SSS da da C&A havia registrado crescimento de dois dígitos.

Para se ter uma ideia, um de seus pares de setor, a Guararapes, dona da Riachuelo, teve um avanço de 7,2% nas vendas mesmas lojas do quarto trimestre de 2025. A receita de vestuário cresceu 9%.

O indicador reflete um trimestre de receita praticamente estável em vestuário, com crescimento de 0,6%, para R$ 2,25 bilhões. A receita líquida de mercadorias, que além do vestuário inclui beleza e eletrônicos, sofreu uma retração de 1,9% para R$ 2,4 bilhões.

"Foi um período marcado por temperaturas atípicas, ambiente promocional mais intenso e, internamente, por uma maior ruptura em produtos de entrada", diz mensagem da administração, que acompanha o balanço. A C&A também afirma que o trimestre foi marcado por "um ambiente promocional intenso", o que levou a uma maior procura por uma cesta de presentes ocasionais de menor preço médio. Ainda assim, houve uma melhora na margem de vestuário por "evolução do mix de produtos", chegando a 56,2%.

"Nesse contexto, a oferta desenhada para os produtos de entrada, com preços mais baixos, não foi suficiente para atender a essa maior demanda, o que impactou a disponibilidade desses itens no curto prazo, resultando em um nível de ruptura acima do planejado", complementa a administração. O desempenho acabou impactando o resultado anual, que não chegou a crescer dois dígitos. A receita líquida de vestuário de 2025 somou R$ 7,06 bilhões, com alta de 9,2% em relação a 2024.

A parte de eletrônicos foi impactada pela descontinuidade das vendas de telefonia, resumindo a categoria a acessórios, como óculos, e relógios.

A receita líquida consolidada da C&A sofreu uma retração de 3,2% no quarto trimestre, para R$ 2,471 bilhões, o que inclui também uma retração de 29% em serviços financeiros, reflexo do encerramento da parceria com a Bradescard no segundo trimestre do ano passado. Enquanto isso, as despesas operacionais totais da companhia cresceram 6,1% na mesma base de comparação.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) que considera aluguel de imóveis como despesa operacional (pré-IFRS 16) recuou 8,1%, para R$ 431 milhões. Por fim, a C&A (CEAB3) registrou lucro líquido de R$ 313,2 milhões no quarto trimestre de 2025. A cifra é 22,9% maior que a registrada um ano antes e veio acima do consenso do mercado, que projetava um resultado de R$ 288 milhões.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: