ADR do Bradesco desaba em Nova York após balanço

Por Da Redação 6 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
ADR do Bradesco desaba em Nova York após balanço

Os ADRs do Bradesco (BBDC4), ativos do banco negociado nos Estados Unidos, operam em queda expressiva no after hours de Wall Street. A baixa ocorre após a divulgação do balanço da instituição financeira no quarto trimestre de 2025.

Por volta das 20h (horário de Brasília), os papéis caíam 5,25%, valendo US$ 4. Na sessão regular, o ADR havia fechado em alta de 1,27%, em um dia de baixa para as bolsas americanas.

Lucro acima do esperado

Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025. A cifra veio levemente acima do consenso, que projetava a linha final do balanço em R$ 6,4 bilhões. O resultado é 20,6% maior que o registrado um ano antes.

A receita total do trimestre foi de R$ 36,1 bilhões, com crescimento anual de 9,8%. O número engloba a margem financeira total, que somou R$ 19,24 bilhões no período, com alta anual de 13,2%. A margem com clientes cresceu 18,4%, para R$ 19,12 bilhões. A margem com mercado encolheu 85%, para R$ 126 milhões.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) do banco veio em 15,2%, com crescimento de 0,5 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre e de 2,5 pontos percentuais ano a ano.

A carteira de crédito expandida do Bradesco cresceu 5,3% em relação ao terceiro trimestre, e o avanço foi de 11% em bases anuais, para R$ 1,089 bilhão.

O custo de crédito do banco foi de R$ 8,8 bilhões, com alta anual de 18,3%.

As despesas totais, somando pessoal com administrativas, foi de R$ 13,8 bilhões, com alta de 5,6% ano a ano.

O índice de inadimplência para empréstimos com atrasos acima de 90 dias ficou estável em relação ao terceiro trimestre, em 4,1%.

As provisões para perdas esperadas (PDD) cresceram 20,5% em relação ao ano anterior, para R$ 10,06 bilhões. A alta foi de 7,4% em relação ao terceiro trimestre.

“Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle", afirmou o CEO, Marcelo Noronha, em comunicado.

E acrescentou: "Começamos 2026 em ritmo mais forte do que começamos 2025. Mantemos apetite ao risco moderado, porque o cenário macro ainda nos mostra desafios e incertezas, mas temos encontrado boas oportunidades e estamos otimistas com os nossos negócios”.

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