Alexandra Richter, de Cheias de Charme, protagoniza thriller político sobre fé e poder no cinema

Por Yasmin Lima 5 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Alexandra Richter, de Cheias de Charme, protagoniza thriller político sobre fé e poder no cinema

A atriz de novelas da Globo como Cheias de Charme, Alexandra Richter, está de volta ao cinema como protagonista de Rede Paralela, novo thriller político dirigido e roteirizado por Igor Moreira, nome conhecido do público por seu trabalho na novela Família É Tudo, da TV Globo. No longa, que tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2026, Alexandra divide a cena principal com Jayme Periard em uma trama que discute as consequências da associação entre fé, poder e ambição.

Elisa Ribeiro Santoro

Na história, Alexandra Richter interpreta Elisa Ribeiro Santoro, uma mulher extremamente inteligente, carismática e estrategista, que construiu sua trajetória política acreditando que ordem, controle e estabilidade justificam qualquer sacrifício. Publicamente, Elisa se apresenta como uma liderança serena, próxima das pessoas e amparada pela fé; nos bastidores, porém, governa com frieza, disciplina e intolerância ao erro, utilizando a religiosidade como linguagem política e escudo moral para mobilizar, proteger e silenciar questionamentos.

A construção da dualidade da personagem

Ao falar sobre o processo de construção dessa dualidade da personagem, Alexandra explicou que o trabalho de preparação foi decisivo. “O Igor , diretor e roteirista do filme, fez um trabalho de preparação incrível , com uma leitura geral e depois trabalhou separadamente as cenas , tudo muito estudado , conversado e alinhado com a história . Essa dinâmica de ensaio foi essencial pra construção da personagem”, disse a atriz.

O filme mergulha na ideia de um poder que se acredita moralmente superior — algo que, segundo Alexandra, torna Elisa ainda mais perigosa. “Elisa é ardilosa , finge de boazinha para conseguir o que quer , dinheiro e mais poder.Ela é capaz de tudo , tudo mesmo para conquistar o poder”, afirmou a atriz.

Em Rede Paralela, essa convicção começa a ruir quando a verdade vem à tona e o discurso de fé se rompe, levando a personagem a uma queda inevitável. Sobre essa transição emocional, Alexandra destacou seu método de trabalho. “Eu sempre parto da história que estou contando e quando o personagem está criado, as situações que aparecem no texto ganham a força e a dimensão exatas. Tudo se encaixa .Meu trabalho é sempre o de entrega absoluta e confiança na direção”, disse.

O reencontro com Igor Moreira no cinema

O longa marca ainda o reencontro de Alexandra Richter com Igor Moreira após a parceria na TV. Para a atriz, a experiência no cinema trouxe novos desafios e afetos. “Foi lindo e só alegria! Um reencontro entre dois artistas que se admiram e não posso deixar de citar o trabalho incrível da Jessica Passos, que é a produtora do filme e ainda trabalhou como atriz no filme .Producao impecável por sinal. E o elenco , enorme , sempre muito unido . O filme tá lindo e o público vai se surpreender”, afirmou.

Jayme Periard vive o pastor corrompido Dante Vasconcelos

Jayme Periard interpreta Dante Vasconcelos, um ex-pastor e líder carismático profundamente corrompido, que transformou a fé em moeda de troca e o poder em justificativa para qualquer desvio. Nos bastidores, Dante se envolve em um complexo esquema de corrupção que atravessa diferentes esferas, da exploração da religiosidade popular a acordos ilegais com o fisco, passando por apostas digitais e estruturas de fachada.

Ao comentar a construção do personagem, o ator destacou a importância de evitar julgamentos simplistas. “Nosso maior desafio é sempre dar veracidade aos personagens, e para isso não podemos ter críticas ou julgamentos pré- estabelecidos. Humanizar sua crueldade, cinismo e manipulação é a melhor forma de retratar o quão nefastos são homens como Dante. Infelizmente, o mundo real está cheio de exemplos como ele”, disse Jayme.

Segundo o ator, é por meio de Dante que o público tem acesso às camadas mais sombrias da narrativa. “Através de Dante é que vemos as entranhas mais obscuras, criminosas e violentas que acontecem na história de Rede Paralela”, afirmou.

Uma parceria baseada em poder e corrupção

A relação entre Dante e Elisa é central para o desenvolvimento do filme e revela como projetos autoritários se sustentam coletivamente. “Projetos autoritários nunca são solitários. Dante e Elisa se completam. São cúmplices e solidários em sua trajetória de poder e corrupção. Na Rede Paralela, todos que participam ou se omitem são culpados pelo mal que causam a tantas pessoas e devem ser responsabilizados. A utilização política da fé é, no mínimo, um terrível pecado”, concluiu o ator.

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