Ali Khamenei está morto? O que dizem Estados Unidos, Israel e Irã

Por Da redação, com agências 1 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ali Khamenei está morto? O que dizem Estados Unidos, Israel e Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 28, que há “muitos indícios” de que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, tenha morrido nos ataques conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o país. A ofensiva foi seguida por uma retaliação iraniana com mísseis contra monarquias do Golfo, ampliando a tensão na região.

“Esta manhã destruímos, em um ataque surpresa, o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã” e “há muitos indícios de que esse tirano já não esteja vivo”, declarou Netanyahu em pronunciamento televisionado.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os bombardeios deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos, atingindo 24 das 31 províncias do país. Autoridades também pediram que os cerca de 10 milhões de habitantes de Teerã deixem a capital. No sul do país, um ataque a uma escola feminina teria provocado 85 mortes — número que não pôde ser verificado de forma independente.

Netanyahu afirmou que a operação seguirá “pelo tempo que for necessário” para neutralizar o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano. O chefe das Forças Armadas de Israel, tenente-general Eyal Zamir, disse que a ofensiva ocorre “em escala completamente diferente” da guerra de 12 dias travada em junho passado. Segundo ele, cerca de 200 caças participaram da ação, descrita como a maior incursão aérea da história da Força Aérea israelense.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” e incentivou os iranianos a “assumirem o poder” após o fim da ofensiva. Ele também prometeu “imunidade total” às forças de segurança que depuserem as armas.

Em entrevista à emissora ABC News, Trump disse que "diversos" dirigentes iranianos morreram nos ataques deste sábado. Durante uma conversa telefônica com um jornalista do canal americano, o presidente disse que tinha "uma ideia bastante clara" sobre quem será o próximo líder do Irã.

Em Teerã, explosões foram ouvidas em diferentes regiões da cidade, com colunas de fumaça visíveis. Moradores se recolheram em casa, enquanto filas se formavam em padarias e postos de gasolina. Comunicações e acesso à internet foram interrompidos, e escolas e universidades suspenderam as aulas.

Além da capital, houve registros de explosões em Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah, Minab, Lorestan e Tabriz. O Exército israelense chegou a alertar moradores de uma área industrial em Isfahan para deixarem o local diante de novos ataques.

O Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas. Explosões foram relatadas nos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. No Catar, um míssil atingiu um bairro residencial, provocando pânico. Em Abu Dhabi, projéteis cruzaram o céu, enquanto em Dubai houve incêndio na ilha artificial Palm Jumeirah. Em Manama, moradores foram evacuados da região onde está a Quinta Frota dos EUA.

Diversos países fecharam seus espaços aéreos. Os EUA alertaram embarcações comerciais a evitarem a área. A Guarda Revolucionária do Irã informou por rádio que o estreito de Ormuz estaria fechado, segundo a missão naval da União Europeia.

O ataque reacendeu expectativas de opositores do regime. Reza Pahlavi, filho do último xá deposto em 1979, declarou esperar que a ofensiva leve à “vitória final” contra os aiatolás e à reconstrução do Irã.

*Com informações da AFP

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