Aliado de Bolsonaro, Orbán reconhece derrota na Hungria

Por Rafael Balago 12 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Aliado de Bolsonaro, Orbán reconhece derrota na Hungria

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições para Peter Magyar, que lidera a apuração dos votos. Orbán teve apoio do presidente Donald Trump na campanha e é aliado dos Bolsonaro.

"O resultado das eleições é claro e doloroso", disse Orbán, após telefonar ao rival e conceder a derrota.

Com 53,4% dos votos apurados, o partido de Magyar obtinha 136 assentos no Parlamento, ante 56 do partido de Orbán. O Congresso húngaro tem 199 vagas. A eleição teve recorde histórico de participação, com 77,8% até às 18h30, na hora local.

Magyar, de 45 anos, em dois anos conseguiu construir um movimento capaz de fazer sombra ao primeiro-ministro, cuja popularidade caiu devido à desaceleração da economia.

"Escolhemos entre o Leste e o Ocidente, entre a propaganda e um debate público honesto, entre a corrupção e uma vida pública íntegra", disse Magyar após votar em Budapeste.

Apoio de Trump

Com a derrota, chega ao fim o governo de Orbán, 62 anos, que tornou-se uma referência da direita nacionalista internacional, dentro e fora da Europa, por suas posições contrárias à imigração, sua oposição aos direitos LGBTQIA+. Ele buscava o quinto mandato.

Orbán transformou o país de 9,5 milhões de habitantes em um modelo de democracia antiliberal. Entre os dirigentes da UE, é uma exceção por sua proximidade com o presidente russo Vladimir Putin, e criticou as sanções do bloco contra a Rússia. Ao mesmo tempo, é apoiado também pelo presidente americano Donald Trump, que fez inúmeras críticas à Europa desde que voltou à Casa Branca, em 2025.

O vice-presidente americano JD Vance visitou Budapeste nesta semana para apoiar Orbán e criticar a ingerência dos "burocratas de Bruxelas".

O próprio Trump multiplicou as mensagens na sexta-feira, prometendo colocar a "potência econômica" dos Estados Unidos a serviço de Orbán, que encarna a luta contra a imigração e a defesa da "civilização ocidental".

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, com o premiê húngaro Viktor Orbán, em encontro em Budapeste (Attila Kisbenedek/AFP)

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