‘Amanco, Amanco’: a marca que mesmo sem ver — aprendemos a cantar

Por Da Redação 22 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
‘Amanco, Amanco’: a marca que mesmo sem ver — aprendemos a cantar

Construir o reconhecimento de uma marca de consumo de massa já é um desafio complexo.

Fazer isso quando o seu produto principal fica, literalmente, escondido atrás das paredes é uma tarefa que exige criatividade e consistência cirúrgicas.

No mercado brasileiro de construção civil, a Amanco Wavin conseguiu romper essa barreira e se transformar em um ícone da cultura pop nacional.

Neste ano de 2026, a marca celebra exatamente 20 anos de sua chegada ao Brasil (ocorrida em 2006). Para entender a engrenagem por trás dessa trajetória e as novas fronteiras do setor, a EXAME conversou no MMA com Fábia Guerra, head de marketing da Amanco Wavin.

A executiva resgatou o nascimento de um dos jingles mais famosos do país, detalhou a fusão tecnológica com a marca europeia Wavin e adiantou as campanhas focadas em sustentabilidade e saneamento.

“Pintar de verde e amarelo uma marca que vem de fora, sem entender qual é a essência do país, fica difícil. Nós trazemos os assets globais, mas sempre com um olhar e bom humor profundamente locais”, afirma Fábia.

O Nascimento de um legado: o fenômeno "Amanco, Amanco"

Em 2006, o mercado de tubos e conexões no Brasil vivia um cenário de quase monopólio por parte de um concorrente histórico (tradicionalmente associado à cor azul).

Para uma marca nova e com um nome diferente fincar bandeira, era preciso uma estratégia de alto impacto.

A diferenciação visual: O primeiro passo foi a adoção da cor verde (color code), vestindo os pontos de venda para criar um contraste imediato com a concorrência.

O jingle centenário: Criada por Sérgio Valente (na época na agência DM9) em parceria com Carlinhos Brown, a música de 30 segundos nasceu para gerar memorabilidade do nome. O plano inicial previa apenas oito meses de veiculação massiva na TV.

O acidente de marca: O sucesso foi tão avassalador que o jingle ultrapassou a barreira do anúncio e virou expressão popular. “Quando percebemos as pessoas cantando na rua, vimos que tínhamos algo precioso. Não foi proposital, virou cultura e passou por gerações. É um legado da publicidade”, relembra a executiva.

Do primeiro meme do futebol à comunicação 100% digital

A Amanco foi pioneira em capturar dinâmicas de conversas rápidas muito antes do auge das redes sociais atuais.

Fábia relembra uma campanha de 2009 focada na plataforma do futebol, na qual instaladores hidráulicos de diferentes países gritavam nos tubos os títulos de suas nações, terminando com o encanador da Venezuela fechando o tubo e celebrando o título de "Miss Universo".

"Aquele foi, de forma super inesperada, o primeiro meme das redes sociais a nível Brasil no segmento. Entramos na internet de forma orgânica através do bom humor e do frescor", pontua a head de marketing.

O futuro do marketing: sustentabilidade e o retorno de Carlinhos Brown Celebrando as duas décadas de operação no Brasil, a Amanco Wavin prepara uma grande ofensiva de marketing que une a nostalgia de suas origens à urgência das pautas ESG. A principal novidade é o retorno de Carlinhos Brown em uma nova campanha comemorativa.

Além disso, a marca passa a externalizar de forma contundente seu DNA voltado à infraestrutura e ao meio ambiente. Recentemente, em uma ação de grande impacto visual no Rio de Janeiro, a empresa "cobriu" o Cristo Redentor com projeções de água para lançar luz sobre a problemática nacional das perdas de água e da falta de saneamento básico.

"Nós sempre tivemos a sustentabilidade no DNA, mas não falávamos tanto disso para o consumidor. Agora, estamos trazendo o saneamento para o centro, mostrando que nossos produtos e serviços de infraestrutura existem para gerar impacto social e facilitar a vida das pessoas", conclui Fábia.

Veja a entrevista completa:

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: