Ampliar Mercosul-Índia é prioridade para futuro acordo de livre comércio, diz Lula
NOVA DÉLI* - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado, 21, que a ampliação do acordo entre o Mercosul e a Índia, um dos temas centrais de sua visita de Estado ao país asiático, servirá de base para um eventual futuro acordo de livre comércio entre o bloco e a nação.
"Ampliar significativamente o Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL–Índia, que vigora desde 2009, é uma prioridade, com vistas a um futuro acordo de livre-comércio", afirmou Lula ao discursar no fechamento do evento India-Brazil Business Forum, organizado pela ApexBrasil, em Nova Déli.
Segundo Lula, dois mercados tão importantes como o Brasil e a Índia "precisam de um arcabouço mais abrangente e ambicioso".
Ele lembrou que mais de 100 missões empresariais brasileiras visitaram a Índia nos últimos três anos.
E, nesta visita de Estado, o presidente montou uma missão com mais de uma dezena de ministros e centenas de empresários.
A necessidade de ampliar o escopo do acordo Mercosul-Índia também foi reafirmada pelo ministro do Comércio e Indústria indiano, Piyush Goyal, que falou logo antes de Lula.
"Estamos trabalhando para expandir nosso acordo de comércio preferencial Índia–Mercosul, a fim de melhorar o acesso a mercados, ampliar os investimentos de ambos os lados, estabelecer parcerias tecnológicas e promover cooperação em esportes, educação, cultura, entre outras áreas", afirmou Goyal, que frisou os diversos acordos de livre comércio que o país tem celebrado nos últimos anos.
Memorandos de entendimento
Na cerimônia, algumas empresas e órgãos brasileiros assinaram memorandos de entendimento (MOU, em inglês) com contrapartes indianas, em diversas áreas. Esses documentos não são vinculantes e servem como uma mostra de interesse de cooperação entre as partes.
A Embraer, por exemplo, assinou um MOU com a gigante indiana Adani para instalação de uma linha de montagem da aeronave E175 no país.
Já a Vale assinou um memorando com a NMDC Limited e a Adani Gangavaram Port Limited para um projeto de US$ 500 milhões para uma unidade de mistura (blendagem) de minério de ferro no Porto de Gangavaram.
Também assinaram memorandos a Fiocruz, a Unica, que representa o setor de açúcar, a BahiaFarma, entre outros.
*O jornalista viajou a convite da ApexBrasil
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