Ana Paula Renault decide continuar no BBB 26 após ser comunicada de morte do pai
A sister Ana Paula Renault decidiu continuar no Big Brother Brasil 26 após ser comunicada da morte de seu pai, o ex-político Gerardo Henrique Machado Renault, aos 96 anos.
A informação foi confirmada pela família da participante na noite deste domingo, 19. Inicialmente, os parentes afirmaram que era o desejo de Gerardo não avisar a filha caso morresse.
Entretanto, o apresentador Tadeu Schmidt afirmou no início do programa que Ana Paula foi informada e optou por continuar no reality.
Ana Paula é principal participante cotada a levar o prêmio. Ela ainda participa do último Paredão do programa, que conta com Leandro Boneco e Milena.
Na estimativa geral do Votalhada (30%/70%), Leandro lidera com 54,06%, seguido por Milena, com 35,58%, e Ana Paula, com 10,33%.
Quem foi Gerardo Henrique Machado Renault?
BBB 26: Ana Paula Renault, participante do reality, ao lado do pai Geraldo (Redes Sociais/Reprodução)
Gerardo Renault foi um político brasileiro com atuação destacada em Minas Gerais, ocupando cargos no Legislativo municipal, estadual e federal. Filho do securitário e comerciante René Renault e de Maria Aparecida Machado Renault, construiu sua formação educacional em Belo Horizonte, onde estudou no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, e graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ainda na juventude, participou do movimento estudantil, com envolvimento na criação da União Colegial de Minas Gerais. Também exerceu funções no Diretório Central dos Estudantes da UMG e ocupou cargos de liderança na União Estadual dos Estudantes e na União Nacional dos Estudantes. No mesmo período, presidiu a Federação Brasileira de Desportos Universitários.
A trajetória política teve início em 1951, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte pela União Democrática Nacional (UDN), sendo reeleito em 1954, 1958 e 1962. Durante esses mandatos, participou de comissões legislativas e representou o Brasil em eventos internacionais, como os Jogos Mundiais Universitários, realizados na Alemanha, em 1952.
Mais tarde, se filiou ao Partido Social Progressista (PSP), atuou em congressos internacionais voltados ao municipalismo, com participação em encontros em Porto Rico e no Panamá. Também integrou entidades como a Associação Mineira de Municípios e a Associação Brasileira de Municípios.
Em 1966, foi eleito deputado estadual por Minas Gerais pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), exercendo mandato entre 1967 e 1979. No período, participou de comissões estratégicas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, incluindo Transportes, Comunicações, Obras Públicas e Assuntos Municipais. Atuou como relator da Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento.
Reeleito em 1970, exerceu funções de liderança partidária e governamental durante a gestão de Rondon Pacheco. Em mandatos seguintes, ocupou cargos na mesa diretora da Assembleia, como segundo vice-presidente e primeiro-secretário, além de presidir comissões relacionadas a meio ambiente, mineração e siderurgia.
Em 1978, foi eleito deputado federal. Entre 1979 e 1982, licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura no governo de Francelino Pereira. Com a reorganização partidária após o fim do bipartidarismo, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.
Atuação na redemocratização e anos posteriores
De volta à Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural. Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para presidente da República, mas que não foi aprovada.
No Colégio Eleitoral de 1985, apoiou a candidatura de Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves. Tancredo não assumiu a Presidência devido a problemas de saúde, o que levou o vice-presidente José Sarney ao cargo.
Gerardo Renault deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, após optar por não disputar a reeleição. No mesmo ano, concorreu ao cargo de vice-governador de Minas Gerais, como parte da chapa liderada por Murilo Paulino Badaró.
Advogado com atuação em Belo Horizonte, manteve vínculo com instituições públicas. Em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, função para a qual foi reconduzido em diferentes períodos, incluindo reeleição em 2015.
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