Aneel projeta alta média de 8% nas contas de luz em 2026, acima da inflação

Por Mateus Omena 18 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Aneel projeta alta média de 8% nas contas de luz em 2026, acima da inflação

Os primeiros reajustes nas tarifas de energia elétrica aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2026 apontam aumento relevante nas contas pagas pelos consumidores. A agência projeta que a conta de luz terá alta média de 8% em 2026, acima dos índices de inflação projetados do IGP-M (3,1%) e do IPCA (3,9%).

Segundo a Aneel, os aumentos foram causados, principalmente, pelo crescimento dos custos com subsídios incluídos nas tarifas.

Parte relevante desse avanço está ligada à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo que concentra encargos do setor. O fundo deve atingir R$ 52 bilhões em 2026, valor repassado aos consumidores por meio das tarifas.

"A proposta apresentada em Consulta totalizou um valor de R$ 52,7 bilhões. Desse valor, R$ 47,8 bilhões são a previsão da CDE-Uso, montante 15,4% maior que o do ano passado", explica Aneel em um comunicado.

Os recursos financiam políticas como incentivos a energias renováveis e a isenção da conta de luz para famílias de baixa renda, aprovada em 2025 pelo Congresso Nacional.

Recursos de Uso de Bem Público (UBP) serão destinados à modicidade tarifária nas regiões atendidas pela Sudam e pela Sudene. O volume pode alcançar R$ 7,9 bilhões, com impacto direto nas tarifas de energia.

A área da Sudam inclui estados como Acre, Amazonas, Pará e Roraima, entre outros. A Sudene abrange unidades da região Nordeste e municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A estimativa aponta redução média de 10,6% para consumidores residenciais nessas localidades e de até 2,9% no efeito médio nacional.

Os consumidores cativos atendidos por 21 distribuidoras terão descontos nas faturas a partir da destinação desses recursos. Os valores decorrem da repactuação de obrigações financeiras de centrais geradoras relacionadas ao Uso de Bem Público (UBP).

A medida está prevista nas Leis 15.235/25 e 15.269/25, que tratam da renegociação desses pagamentos no setor elétrico. O cenário considera a adesão de todos os geradores elegíveis ao processo.

Os R$ 7,9 bilhões serão distribuídos entre 21 distribuidoras que operam nas áreas abrangidas pela Sudam e pela Sudene. A definição das regras de rateio segue em etapa final de avaliação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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