ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração de poço na Foz do Amazonas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou nesta quarta-feira, 4, a Petrobras a retomar a perfuração de seu primeiro poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. O aval, no entanto, foi condicionado ao cumprimento de novas exigências técnicas e operacionais.
A atividade estava suspensa desde 4 de janeiro, quando a estatal identificou a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
Na ocasião do vazamento, a Petrobras informou que o fluido de perfuração utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos, é biodegradável e não ofereceu riscos ao meio ambiente ou às pessoas. O Ibama também destacou, à época, que o episódio não foi considerado grave nem representou risco ambiental.
Novas exigências da ANP
Em carta enviada à Petrobras, a ANP afirmou que a decisão levou em conta análises técnicas e a adoção de medidas mitigadoras propostas pela companhia, como a substituição de parte dos equipamentos. Segundo o órgão, a retomada das atividades só poderá ocorrer após o cumprimento integral das condicionantes estabelecidas.
Entre as exigências, a ANP determinou a substituição de todos os selos das juntas do riser (tubo), a apresentação de evidências de treinamento de todos os colaboradores envolvidos, a revisão do plano de manutenção preventiva e o uso das juntas de riser reserva apenas após o envio dos respectivos certificados de conformidade.
A agência informou ainda que iniciou, na última segunda-feira, uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda.
Licenciamento e críticas ambientais
O Ibama concedeu à Petrobras a licença para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas em 20 de outubro, após um processo iniciado em 2020. A estatal deu início à perfuração no mesmo dia.
O poço, com profundidade total de 7.081 metros, está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa.
A perfuração na região é alvo de críticas de ambientalistas, que apontam a elevada diversidade de fauna e flora marinha, a presença de extensas áreas de manguezais e comunidades indígenas ao longo da costa como fatores de sensibilidade ambiental.
*Com informações do Globo
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