ANP determina que a Petrobras retome os leilões de combustíveis suspensos nesta semana
A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) determinou nesta quinta-feira, 19, que a Petrobras retome os leilões de gasolina e diesel suspensos no início desta semana.
A decisão integra um conjunto de ações anunciado nesta quinta-feira, 19, voltado ao acompanhamento do mercado de combustíveis no país, em meio à guerra no Oriente Médio.
Em um comunicado, a ANP afirmou que até o momento não identifica restrições à oferta de combustíveis do país. A agência afirmou que já estava monitorando o mercado e recebendo diversos dados e informações, inclusive relacionadas aos cancelamentos de leilões da Petrobras.
"A ANP também irá notificar à Petrobras para ofertar imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e de gasolina A de março de 2026 que haviam sido cancelados", diz a agência.
No texto, a agência também ressaltou que as medidas visam intensificar o monitoramento de estoques e importações e prevenir possíveis futuros problemas de abastecimento, em meio ao impacto do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
À Petrobras, a ANP cobrou esclarecimentos sobre programação de importações, produtos e preços, para garantir transparência ao setor de combustíveis.
"A empresa deve ainda apresentar à ANP informações discriminadas quanto a importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, locais de internalização, datas de chegada dos navios, nome dos navios e demais informações pertinentes para aumentar a previsibilidade do setor", acrescentou.
Sobreaviso
Os leilões de combustíveis cancelados nesta semana pela Petrobras previam a entrega de volumes para o próximo mês, totalizando 95 milhões de litros de gasolina e 70 milhões de litros de diesel.
De acordo com profissionais do setor, esses volumes representam uma fração reduzida do mercado, equivalente à cerca de 3% das vendas de gasolina e 1,4% das vendas de diesel projetadas para abril de 2025.
No pacote anunciado nesta quinta-feira, 19, a ANP colocou o mercado em regime de sobreaviso. A medida obriga produtores, distribuidores e importadores a reportarem dados detalhados sobre estoques e previsões de importação.
Segundo o órgão regulador, o objetivo é ajustar a logística de abastecimento. "aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado".
"Essa resolução regulamenta a obrigatoriedade de manutenção de estoques semanais médios de gasolina A, de óleo diesel A S10 e de óleo diesel A S500 por parte dos produtores de derivados de petróleo e distribuidores de combustíveis. Com a flexibilização, essas empresas poderão disponibilizar o combustível ao mercado, sem necessidade de manterem os estoques mínimos".
Pressão Internacional
O cenário externo é apontado como fator de pressão sobre o mercado. Segundo agentes do setor, ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio tendem a prolongar impactos da guerra sobre a oferta global e influenciar os preços internacionais do petróleo.
A avaliação é de que esse contexto pode ampliar os riscos para o abastecimento doméstico, especialmente diante da dependência de importações em determinados momentos.
"As medidas adotadas têm como objetivo, diante do cenário internacional, intensificar o monitoramento de estoques e importações e prevenir possíveis futuros problemas de abastecimento", informou a ANP.
*Com informações da Agência O Globo.
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