Antes de Três Graças, Aguinaldo Silva detonou novelas atuais: ‘Tenho certo ranço’
Responsável pela autoria de Três Graças, Aguinaldo Silva foi entrevistado pela Veja em julho de 2024 e fez uma crítica sobre as novelas atuais. “Muitos autores estão preocupados demais em renovar o gênero, mas ele não é renovável”, apontou o famoso.
“Novela é um melodrama, é o drama exacerbado, a paixão desvairada.Não adianta: os temas centrais de toda novela são as disputas familiares pelo poder e um grande amor entre duas pessoas que sofrem durante 180 capítulos até tudo dar certo. Game of Thrones, aquela série fantástica, nada mais é do que um melodrama muito bem-feito”, destacou o profissional.
CITOU COLEGAS
“Quando vejo as tramas que estão no ar, com exceção de algumas do horário das seis, tenho um certo ranço, vejo que os autores estão querendo ser ‘modernos’ e acabam perdendo a essência do gênero. Para mim, só três pessoas fazem novelas mesmo hoje. São Glória Perez, João Emanuel Carneiro e Walcyr Carrasco”, indicou o escritor.
“Três meses depois do episódio do fim do meu contrato, em meio à pandemia, recebi a notícia de que Fina Estampa seria reprisada no horário das nove, algo inédito na TV. Como conto nas minhas memórias, ‘saí pelos corredores da minha casa a dançar mambo’. Fez muito bem para o ego depois da emissora não me querer mais. E ainda tinha um detalhe: havia uma cláusula no meu contrato anterior que, caso um trabalho meu fosse reprisado no horário nobre, algo até então impensável, eu receberia o equivalente ao meu último salário por cada mês no ar”, contou Silva.
O novelista comentou também sobre a relação com a platinada. “Não tenho nenhuma razão para reclamar da Globo hoje, ela me permitiu ter uma vida tranquila. Se você me perguntar se sou rico, digo que não. Rico é o Elon Musk ou alguns magnatas brasileiros que é melhor a gente nem citar, mas tenho o suficiente para viver até o resto da vida. Só não dá para passar dos 120 anos (risos)”, concluiu Aguinaldo.
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