Anthropic vira destaque da IA corporativa e atrai avaliação bilionária
A Anthropic se consolidou como o principal exemplo da corrida por IA corporativa, segundo análise recente do Citigroup. O banco aponta que cerca de 80% da receita da startup vem de clientes empresariais, colocando a empresa como referência no uso de inteligência artificial voltada ao ambiente de trabalho.
A taxa de receita anualizada da companhia ultrapassou US$ 30 bilhões no início de abril, ante US$ 9 bilhões no fim de 2025, de acordo com dados divulgados pela Bloomberg. O avanço reforça a mudança de comportamento das empresas, que passaram a adotar soluções de IA de forma permanente e não apenas experimental.
Mais de 1.000 clientes corporativos já gastam mais de US$ 1 milhão por ano nos serviços do Claude, principal produto da startup. Esse número dobrou em menos de dois meses, indicando uma aceleração relevante na demanda por ferramentas de automação e produtividade.
O crescimento também impulsionou o interesse de investidores. A Anthropic fechou em fevereiro uma rodada Série G de US$ 30 bilhões, com valuation pós-investcimento de US$ 380 bilhões, e já passou a atrair discussões sobre uma avaliação superior a US$ 800 bilhões.
Dados do Índice de IA da Ramp mostram que a empresa já supera a OpenAI em três setores considerados estratégicos para adoção corporativa: software, finanças e serviços profissionais.
A leitura do Citi é que esse movimento ajuda a explicar a revisão para cima de todo o mercado global de IA, agora estimado em mais de US$ 4,2 trilhões até 2030.
Bancos também aceleram uso interno de inteligência artificial
A tendência não se limita às startups. Grandes bancos também ampliam investimentos próprios em IA, buscando ganhos de produtividade e redução de custos operacionais.
No caso do Citigroup, as ferramentas proprietárias da instituição já atendem 182 mil funcionários em 84 países. A CEO Jane Fraser afirmou que a IA generativa economiza atualmente 100 mil horas semanais de trabalho de desenvolvedores, especialmente em processos de revisão automatizada de código.
Para o banco, esse cenário indica que a IA empresarial deixou de ser uma aposta futura e passou a integrar a estratégia operacional de grandes companhias e instituições financeiras.
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