António José Seguro vence eleição presidencial em Portugal
O ex-ministro socialista António José Seguro venceu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal ao derrotar o candidato da direita André Ventura, líder do partido Chega.
Com 95,37% das urnas apuradas, Seguro somava 66,14% dos votos, contra 33,86% de Ventura. O resultado confirmou a ampla vantagem indicada pelas pesquisas ao longo do dia e consolidou a vitória do campo socialista na disputa pelo Palácio de Belém.
Segundo a RTP Notícias, Ventura reconheceu a derrota ainda antes da totalização completa dos votos. “Parece que não consegui fazer o que me propunha, que era vencer estas eleições”, afirmou o líder do Chega, que acrescentou que pretende telefonar para o adversário para cumprimentá-lo após a confirmação oficial do resultado.
António José Seguro falou com a imprensa em Caldas da Rainha, cidade onde reside, e destacou a participação dos eleitores e o compromisso democrático do país. “Minha primeira palavra é simples: o povo português é o melhor povo do mundo, excelente, com uma responsabilidade cívica enorme e com um apego aos valores democráticos”, declarou.
Ao longo do domingo, pesquisas de boca de urna divulgadas por veículos portugueses já apontavam vitória confortável do socialista, com projeções entre 67% e 71% dos votos válidos. Caso o percentual mais alto se confirme após a apuração final, Seguro poderá superar o resultado obtido por Mário Soares em 1991, quando o então presidente foi reeleito com 70,35%, a maior votação registrada no país desde a redemocratização.
A eleição mobilizou mais de 11 milhões de eleitores, aptos a votar no segundo turno que definiu o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, presidente desde 2016. Rebelo de Sousa deixa o cargo após cumprir dois mandatos consecutivos, limite estabelecido pela Constituição portuguesa.
A campanha do segundo turno foi marcada pela polarização entre o discurso moderado do campo socialista e a retórica mais dura adotada por Ventura, que concentrou sua plataforma em temas como imigração, segurança e críticas às elites políticas tradicionais.
*Com informações da EFE
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