Aos 42 anos, ela trocou o urbanismo por sorvetes artesanais e agora fatura US$ 2,8 milhões por ano
Aos 42 anos, Pooja Bavishi prova que nunca é tarde para alinhar paixão e lucro.
Fundadora da Malai, uma marca de sorvetes sediada no Brooklyn, ela transformou memórias de infância em uma operação que faturou US$ 2,8 milhões em 2025.
Por trás do crescimento, está uma transição de carreira corajosa. Ex-urbanista formada pela London School of Economics, Pooja decidiu trocar a estabilidade pelo empreendedorismo após um jantar experimental onde serviu sorvete de gengibre e anis-estrelado.
Ela acredita que o segredo do sucesso não é apenas o sabor, mas a validação rigorosa do mercado. "Eu precisava saber exatamente quem era meu cliente e seu comportamento de compra. Sem essa informação, eu não teria um negócio viável", afirmou à CNBC Make It.
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Como ela começou?
A trajetória de Bavishi no setor de alimentos começou do zero em 2015. Sem experiência prévia na indústria, ela utilizou seu orçamento doméstico para produzir sorvetes em sua própria cozinha durante a semana e vendê-los em feiras de rua aos sábados.
O ponto de virada veio com uma menção estratégica no The New York Times, que impulsionou suas vendas online. No entanto, para escalar a produção e abrir sua primeira loja física, Pooja tomou uma decisão financeira arriscada: acumulou cerca de US$ 200.000 em dívidas de cartão de crédito.
Gestão de capital e o caminho para o lucro
A história da Malai é marcada por um equilíbrio delicado entre dívida e crescimento. Pooja levou cerca de dois anos para quitar os empréstimos iniciais, focando na rentabilidade individual de cada ponto de venda.
Em 2024, a empresa atingiu o break-even e passou a ser lucrativa, após anos priorizando a expansão e a conscientização da marca sobre a margem imediata.
Com rodadas de investimento que somam US$ 1,8 milhão, ela manteve o controle majoritário da empresa enquanto expandia para o atacado e grandes varejistas.
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