Após 25 anos, cientistas encontram vestígios de lula gigante em cânion submarino

Por Mateus Omena 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Após 25 anos, cientistas encontram vestígios de lula gigante em cânion submarino

Cientistas do Centro OceanOmics Minderoo, da Universidade da Austrália Ocidental, revelaram recentemente, em entrevista à revista Oceanographic, que localizaram vestígios de uma lula gigante na costa da Austrália.

A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista científica Environmental DNA. Segundo os pesquisadores, o animal deixou sinais de sua presença na região pela primeira vez em 25 anos. A autora principal do trabalho, Georgia Nester, explicou que a espécie possui comportamento discreto e consegue escapar da maior parte dos registros fotográficos.

Mesmo podendo atingir cerca de 13 metros de comprimento, a lula gigante ainda nunca foi fotografada viva em grandes profundidades. A expectativa dos cientistas é que futuras imagens permitam entender melhor o comportamento do animal, conhecido por possuir os maiores olhos do reino animal.

A caça às lulas

A equipe realizava uma expedição em cânions submarinos com cerca de 4.572 metros de profundidade, na costa de Nyinggulu, região de Ningaloo, no oeste da Austrália, quando encontrou vestígios de eDNA da lula gigante na água.

O eDNA, sigla para Environmental DNA, corresponde ao material genético liberado de forma invisível pelos animais por meio de atrito corporal, pele, secreções ou excrementos. A partir desse método, os pesquisadores conseguiram identificar a presença do molusco gigante na área após mais de duas décadas sem registros.

Ao comentar a descoberta, Georgia Nester afirmou:

“Encontrar evidências de uma lula gigante realmente desperta a imaginação das pessoas”.

A pesquisadora destacou ainda que informações sobre lulas gigantes costumam ser associadas ao Kraken e outras criaturas mitológicas ligadas aos oceanos.

Apesar da fama cercada por lendas, a espécie se alimenta de pequenos animais marinhos e não costuma subir até regiões próximas da superfície, onde poderia alcançar embarcações.

Outros animais

Durante a expedição, os pesquisadores também identificaram outras espécies consideradas raras ou pouco conhecidas.

Segundo a revista Extra, entre os animais encontrados estão o tubarão-dorminhoco, a enguia-cusk-sem-rosto e o tubarão-dente-de-serra. Os cientistas também localizaram formas de vida que ainda passam por análise e podem representar espécies inéditas para a ciência.

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