Após 4 anos, ‘Euphoria’ volta diferente e nova temporada perde essência

Por Estela Marconi 20 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Após 4 anos, ‘Euphoria’ volta diferente e nova temporada perde essência

A terceira temporada de Euphoria estreou após quatro anos de hiato com uma mudança profunda na história — e já enfrenta críticas por abandonar elementos que marcaram o sucesso inicial da série.

Mesmo com o retorno de Zendaya como Rue, papel que lhe rendeu prêmios importantes, o novo episódio apresenta uma narrativa mais sombria e distante do universo adolescente que consagrou a produção.

Desde a última temporada, o elenco ganhou projeção em Hollywood. Jacob Elordi, Sydney Sweeney e Hunter Schafer passaram a protagonizar filmes e grandes produções, o que elevou o status do grupo além da série.

Na estreia da nova temporada, essa mudança ficou evidente: as tramas se fragmentam e personagens que antes eram centrais aparecem menos ou sequer participam do episódio inicial.

Nova fase abandona essência adolescente

A principal virada é um salto temporal de cinco anos. Agora adulta, Rue vive envolvida com o crime, em uma trama que se aproxima muito mais de um drama policial e criminal do que de uma história sobre juventude e descobertas, onde a série fisgou o público com as primeiras temporadas.

Com isso, temas já conhecidos como relações, conflitos identitários e descobertas da sexualidade, agora começam a dar lugar a questões mais cotidianas da vida adulta, como dinheiro e trabalho.

E com o crescimento dos atores, agora sete anos mais velhos desde o início da produção em 2019, era de se esperar a mudança na trama que acompanha os jovens adultos durante anos. Entretando, um sentido que o público parece sentir falta é — e não dá para ser ignorado — é a essência de cada personalidade, que se mostra cada vez mais rasa e caricata, longe do apresentado na primeira temporada da série.

A mudança também afeta a estética. Elementos visuais marcantes, como a maquiagem clássica com glitter e cores vibrantes, foram reduzidos. A trilha sonora, antes assinada por Labrinth, foi substituída por composições de Hans Zimmer.

Críticos apontam que, apesar de cenas mais intensas, a nova temporada perde parte da identidade construída nas anteriores. Sem o ambiente escolar como eixo central, a narrativa se torna mais dispersa e menos conectada.

Elordi e Sweeney parecem apenas cumprir protocolo de contrato. O tipo de "química proibida" entre os personagens, apresentada na segunda temporada, aqui volta caricata e rasa, com atitudes que vão de 8 a 80 e causam estranheza em quem assiste.

Apesar da diferença aos fãs e críticos, a atuação de Zendaya segue como principal destaque, sustentando a nova fase da série. A atriz se mostra cada vez mais madura para dar à "Euphoria" o dinamismo e carência que a série demanda.

Em comparação aos outros colegas de elenco, a artista se mostra mais engajada, messmo com produções fortes no cinema.

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