Após reprovar duas vezes e passar 7 anos vendendo fax, ela criou negócio de US$ 1,2 bi

Por Da Redação 19 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Após reprovar duas vezes e passar 7 anos vendendo fax, ela criou negócio de US$ 1,2 bi

O início da trajetória profissional de Sara Blakely não dava pistas de que ela se tornaria uma das bilionárias mais conhecidas do planeta. Seus planos originais de seguir carreira no direito foram abortados após ela reprovar duas vezes no LSAT (o exame de admissão para as faculdades de direito nos EUA).

Sem rumo, ela se candidatou a vagas em 20 empresas diferentes e foi rejeitada por todas. Acabou aceitando um emprego na Disney World operando brinquedos e, logo depois, passou sete anos trabalhando de forma autônoma na venda de máquinas de fax de porta em porta.

Foi justamente a resiliência desenvolvida no asfalto que permitiu a Blakely enxergar uma disrupção massiva no mercado tradicional de vestuário e fundar a Spanx.

Em um recente discurso de formatura em sua alma mater, a Universidade Estadual da Flórida, a empresária relembrou como suas origens humildes moldaram a liderança que a levou a fechar uma transação bilionária de venda do controle da empresa em 2021 por US$ 1,2 bilhão.

Para Blakely, a fundação de um negócio de sucesso começa muito antes de se olhar para o mercado de capitais: "Seu negócio só crescerá até onde suas crenças permitirem", afirmou. O que o mercado muitas vezes chama de "intuição" ou "mentalidade", na prática corporativa traduz-se em uma rigorosa capacidade de manter o foco em ativos de valor e blindar a operação contra ruídos externos.

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Como ela começou?

A virada de chave estratégica de Blakely começou aos 16 anos, quando recebeu do pai um conjunto de fitas cassete de desenvolvimento pessoal focadas em gerenciamento de pensamento e superação do medo do fracasso.

Enquanto suas amigas de escola consumiam cultura pop e música de rádio, a futura fundadora passava horas no trânsito condicionando seu cérebro a enxergar as rejeições do mercado de trabalho não como pontos finais, mas como dados brutos de aprendizado e mitigação de risco.

Anos mais tarde, essa disciplina se refletiu na engenharia financeira da Spanx. Blakely iniciou a empresa com apenas US$ 5.000 de suas próprias economias acumuladas na venda de máquinas de fax.

Sem recorrer a fundos de Venture Capital ou ceder fatias de participação acionária (equity) em rodadas iniciais, ela manteve 100% do controle da companhia por duas décadas — uma decisão rara que potencializou de forma gigantesca o valor que ela embolsou no momento do exit.

Carregando uma mochila vermelha de lona que usava desde a faculdade como um símbolo tático de que "tudo o que você precisa para começar está nas suas costas", ela estruturou a empresa de dentro de seu próprio apartamento, terceirizando a produção e focando exclusivamente no design, no marketing de guerrilha e nas margens de lucro operacionais.

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