Apple encosta na liderança do mercado de smartphones na China
A Apple registrou alta de 20% nos envios de iPhones à China no primeiro trimestre, em um período de desaceleração do mercado, segundo dados da Counterpoint Research divulgados pela Reuters. A companhia passou a liderar o ranking global de smartphones e colou na Huawei na disputa pelo mercado chinês.
Esse movimento aconteceu em um ambiente em que várias fabricantes passaram a reajustar preços para cima, principalmente em modelos mais baratos, para tentar proteger margens.
Houve queda de 4% no mercado geral de smartphones no país devido à alta nos preços de chips de memória, que vem encarecendo a produção no setor e pesando no bolso do consumidor.
A Apple, porém, acabou ganhando espaço ao manter uma estratégia mais estável de preços e continuar sendo vista pelos chineses como uma marca de maior durabilidade.
Huawei segue na liderança
A Huawei terminou o trimestre na liderança do mercado chinês, com 20% de participação e crescimento de 2% nos envios. Logo atrás aparece a Apple, com 19% de market share, depois de avançar 20% no período.
Analista sênior da Counterpoint Research, Ivan Lam disse: "enquanto a maioria dos concorrentes aumenta os preços, a Apple se destaca pelo custo-benefício, com os consumidores chineses sabendo que seus produtos duram pelo menos três anos".
Xiaomi cai forte na China
Entre as chinesas, a Xiaomi teve o pior desempenho do trimestre, com queda de 35% nos envios, o que levou a empresa para a sexta posição no ranking.
Pesou também que, no ano anterior, a empresa havia crescido impulsionada por cortes agressivos de preços e subsídios do governo, o que deixou a comparação deste ano mais difícil.
Já a Oppo caiu 5% e a Honor recuou 3%, enquanto a Vivo foi na direção contrária e cresceu 2%, ajudada pelas vendas mais fortes durante o Ano Novo Lunar.
Estratégia das empresas
O mercado como um todo sente o impacto direto da alta dos preços dos chips de memória, que aumentam os custos de produção e acabam chegando ao consumidor final, em especial nos smartphones de entrada.
A expectativa dos analistas ouvidos pela Reuters, no entanto, é de que Apple e Huawei sigam resilientes, com a chinesa podendo até crescer mais nos segmentos de aparelhos mais baratos.
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