As bolinhas de tênis da Rolex e quase 50 anos de parceria com o esporte

Por Gustavo Frank 24 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
As bolinhas de tênis da Rolex e quase 50 anos de parceria com o esporte

Em 1978, a Rolex tornou-se o cronometrista oficial de Wimbledon. O torneio já existia desde 1877 e tinha sua própria identidade consolidada: grama impecável, código de vestuário all-white e uma tradição que resistia a qualquer modernização apressada. A Rolex tinha o mesmo perfil. A parceria não precisou de muita explicação.

Naquele mesmo ano, Chris Evert se tornou a primeira tenista a ser embaixadora da marca. Björn Borg, que venceu Wimbledon cinco vezes consecutivas entre 1976 e 1980, foi um dos primeiros rostos masculinos associados à Rolex no esporte. John McEnroe veio depois. A lista foi crescendo ao longo das décadas seguintes, sempre com a mesma lógica: atletas que combinavam excelência técnica com uma presença que transcendia o esporte.

Ao longo dos anos, a parceria foi se expandindo. A Rolex tornou-se cronometrista oficial do Australian Open, de Roland Garros e do US Open, completando o ciclo dos quatro Grand Slams. Em 2019, assumiu também o papel de parceira premium da ATP e da WTA, consolidando uma presença que hoje abrange praticamente todo o calendário profissional, do Rolex Monte-Carlo Masters ao Rolex Paris Masters, da Laver Cup à Davis Cup.

Roger Federer foi o rosto mais associado à parceria por décadas. Ele venceu o primeiro Grand Slam em Wimbledon em 2003 e levantou o troféu do torneio mais oito vezes ao longo da carreira, todas cronometradas pela Rolex. A relação entre os dois foi além do contrato: Federer usava Rolex fora das quadras, aparecia em campanhas institucionais da marca e se tornava, ao longo do tempo, uma extensão natural dos valores que a Rolex sempre quis comunicar.

Roger Federer com o modelo Rolex Sky-Dweller, da Rolex, em 2018 (Getty Images)

Com a aposentadoria de Federer em 2022, a marca fez uma transição natural para a nova geração. Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, os dois melhores tenistas do mundo atualmente, são embaixadores da Rolex. Coco Gauff e Iga Świątek representam o lado feminino. Em Wimbledon 2025, Sinner venceu o torneio usando um Rolex no pulso.

O que a parceria com o tênis representa para a Rolex vai além da visibilidade. O esporte tem um público global, uma base de consumidores que coincide diretamente com o perfil do comprador de relógios de luxo, e uma estética que dialoga com os valores da marca: disciplina, precisão e uma certa ideia de elegância que não precisa se anunciar. "Tennis is a game of technique and power, but also of perseverance and precision", diz a própria Rolex em seu site. É também uma boa descrição de um Daytona.

A marca também desenvolveu ao longo dos anos uma linha de memorabilia distribuída em eventos patrocinados, bolinhas de tênis, toalhas, bolsas e outros itens com o logo da coroa verde, que circulam entre colecionadores e entusiastas com o mesmo apelo de objeto de desejo dos relógios.

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