Atentado com bomba na Colômbia deixa mais de 10 mortos e eleva tensão pré-eleição
Um ataque com explosivos deixou ao menos 14 mortos e cerca de 38 feridos neste sábado, 25, no departamento de Cauca, região do sudoeste da Colômbia marcada pela presença de grupos armados. O episódio ocorre em meio a uma sequência de atentados no país e a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
A explosão aconteceu em uma rodovia e atingiu vários veículos que passavam pelo local. Registros feitos após o ataque mostram carros destruídos, crateras na pista e vítimas espalhadas pela área. Testemunhas relataram que o impacto foi tão forte que arremessou pessoas a metros de distância. De acordo com o governador de Cauca, Octavio Guzmán, entre os feridos estão cinco menores de idade.
As autoridades atribuem o atentado a dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016. Esses grupos continuam ativos em diferentes regiões do país e são apontados como responsáveis por ações violentas recorrentes.
Desde a sexta-feira, uma série de ataques tem sido registrada nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Um dos episódios ocorreu na cidade de Cali, onde uma base militar foi alvo de um atentado que deixou dois feridos, marcando o início da nova onda de violência.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que o efetivo militar e policial foi reforçado na região para conter a escalada de ataques.
A sequência de atentados aumenta a tensão no país às vésperas da eleição presidencial marcada para 31 de maio, em que a segurança pública aparece como um dos principais temas do debate.
Entre os nomes citados nas pesquisas estão o senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, além dos conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.
Os três relataram ter recebido ameaças de morte recentemente. No país, é recorrente que grupos armados, financiados por atividades como narcotráfico, mineração ilegal e extorsão, tentem influenciar o cenário político por meio de ações violentas.
Desde que assumiu a presidência em 2022, Petro tentou avançar em negociações com organizações armadas, mas os esforços não resultaram em acordos amplos. Enquanto isso, diferentes grupos ampliaram sua presença territorial e capacidade de atuação.
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