Ator heterossexual de ‘Três Graças’ polemiza com curso para homens: ‘Xilique’
O anúncio do projeto “O Farol e a Forja”, idealizado pelo ator Juliano Cazarré, tornou-se um dos assuntos mais comentados e polêmicos da última semana. A proposta, que se apresenta como uma imersão de formação para o público masculino, gerou uma onda de críticas vindas dos internautas e também, de parte da classe artística, mas recebeu apoio de setores conservadores e de outros famosos, levantando um debate sobre masculinidade, família e o papel do homem na sociedade atual.
O evento é estruturado como uma imersão presencial dividida em três pilares principais. O primeiro foca no legado e na vida profissional; o segundo aborda a vida pessoal, tratando de temas como paternidade, virtudes morais e até rotina de saúde; e o terceiro é dedicado à “vida interior”, com forte viés religioso, culminando na celebração de uma Santa Missa. Segundo o artista que esteve no ar na novela Três Graças, o objetivo é ajudar homens que se sentem “enfraquecidos” ou “perdidos” a resgatarem sua força e responsabilidade dentro do lar, combatendo o que ele descreve como uma crise de referências masculinas que leva ao abandono familiar.
A repercussão negativa foi imediata entre colegas de profissão. Atrizes renomadas como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda expressaram preocupação com o teor do discurso. O ponto central das críticas é que a narrativa de “homens enfraquecidos” poderia, na visão delas, ignorar as estatísticas alarmantes de violência contra a mulher no Brasil, reforçando estruturas de poder machistas que o movimento feminista tenta desconstruir.
Além das críticas sérias, o projeto virou alvo de deboche. O humorista Fábio Porchat e o ator Enrique Diaz ironizaram a iniciativa em vídeos nas redes sociais, satirizando a ideia de “ensinar um homem a ser homem”.
O que o ator da Globo disse?
Em resposta aos ataques, Juliano Cazarré utilizou suas redes sociais para ironizar a “publicidade gratuita” gerada pela polêmica, afirmando que ganhou mais de 400 mil seguidores e viu o número de pré-inscritos disparar. Ele negou ser adepto de movimentos misóginos, declarando seu amor e respeito pela esposa e seus seis filhos, e defendeu que famílias estruturadas são a base de uma sociedade saudável.
O ator também recebeu apoio de nomes como Juliana Knust, Caio Castro e Claudia Leitte, que defenderam a liberdade de discutir paternidade e responsabilidade masculina sem que isso seja visto como uma ameaça. Para os apoiadores, o debate proposto por Cazarré é necessário para enfrentar problemas como a ausência paterna e a falta de propósito na vida dos homens modernos.
Nas redes sociais, o famoso se pronunciou. “Tudo isso é muito ruim. Aí quando eu crio um evento pra gente ter homens melhores, homens fortes – porque quem bate mulher não é um homem forte, é um homem fraco –, quando eu crio um evento para a gente ter pais presentes, pais que cuidem dos filhos e maridos atenciosos com as suas esposas, eles ficam loucos e dão um xilique. O que isso indica? Que eles não querem resolver a situação. Eles lucram com essa divisão”, disse ele.
“A gente vê crianças crescendo sem pai, homens deprimidos sem saber o porquê, homens e mulheres viciados em álcool, trabalho compulsivo… O cara não quer voltar para casa, quer só trabalhar, trabalhar, trabalhar e ganhar dinheiro, não tem vida pessoal, não tem vida interior. (…) E a consequência disso tudo, o quê que é? Famílias destruídas. Filhos que não têm referência nenhuma. Mulheres sobrecarregadas. Uma sociedade completamente adoecida, porque, se a família está doente, a sociedade está doente. Se a gente tem um número gigante de homens que abandonam as mulheres, a gente vai ter um número gigante de famílias disfuncionais”, declarou Cazarré na web.
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