‘Avenida Brasil’: Intérprete de Ágata expõe bullying que sofria na época da novela: ‘Impactou’
Karol Lannes, conhecida por dar vida a Ágata em ‘Avenida Brasil‘, abriu seu coração e expôs sua relação com os outros atores nos bastidores de Avenida Brasil. A artista interpretou a filha de Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício), e revelou o que sofria na escola, com apelidos maldosos vindo de outros alunos.
Boa convivência nos bastidores
A ex-atriz mirim garante que nos bastidores da novela, o clima com o elenco era de muita tranquilidade e leveza. “Eu era a mascote do set; todo mundo me acolhia e me tratava muito bem”, relatou em entrevista exclusiva para o jornal O Globo. “O [Marcos] Caruso era muito próximo do meu pai e até me indicou um curso de teatro. A Adriana cuidava de mim fora das cenas como se fosse uma mãe. Era uma família mesmo; fizeram até festa de aniversário surpresa para mim”, detalhou .
Ela também ressaltou sobre o carinho que recebia de Adriana Esteves após gravar cenas de maus tratos com Carminha, deixando claro que suas falas eram apenas ficção. “Eu sabia desde o começo que o peso da personagem seria uma questão para a mãe dela na trama, mas isso nunca me impactou negativamente na vida real”, contou, lembrando sobre sua boa convivência com os adultos da trama. “A Adriana conversava comigo antes e depois das cenas, dizia que me achava linda e que aquilo era só ficção. Quando a gravação acabava, ela me abraçava”, continuou.
Sofrimento e Bullying
Enquanto vivia ótimos momentos durante as gravações, Karol detalha os desafios que enfrentava em sua vida pessoal. “Mas eu sofria mais bullying fora, na escola. A galera usava os apelidos que a Carminha me dava para me zoar. Mas, graças a Deus, sempre tive acompanhamento psicológico e meus pais foram muito presentes”, relembra.
Ela conta que não se deixava abalar pelos comentários que recebia: “Eu pensava: ‘Vocês estão me zoando, mas eu estou fazendo uma novela das nove nacionalmente conhecida’. Sempre fui muito bem resolvida com isso”, afirmou.
Mas ressalta que foi afetada por pessoas que perseguiam sua vida pessoal: “Quando eu estava em alta, começaram a desenterrar tudo da minha vida. Descobriram que meus pais eram gays, que minha mãe tinha morrido. No começo, foi difícil, porque expuseram meus pais e algumas pessoas no trabalho deles nem sabiam. Isso gera uma comoção nas pessoas à sua volta também.”
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