Berkshire Hathaway lucra US$ 11,3 bilhões no 1º tri com operações de investidas
O lucro operacional da Berkshire Hathaway somou US$ 11,35 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17,7% sobre o mesmo período de 2025. É o número que a própria empresa recomenda como referência de desempenho, por excluir a variação do valor das ações em carteira. O balanço foi divulgado neste sábado, 2.
O segmento de seguros apresentou resultados mistos. O lucro com subscrição de apólices foi de US$ 1,72 bilhão, avanço de 28% sobre o 1T25. Já a renda gerada pelos ativos investidos da seguradora recuou 7%, de US$ 2,89 bilhões para US$ 2,68 bilhões.
A operadora de ferrovias BNSF lucrou US$ 1,38 bilhão, ante US$ 1,21 bilhão. Manufatura, serviços e varejo foi de US$ 3,06 bilhões para US$ 3,20 bilhões.
A Berkshire Hathaway Energy ficou estável, com lucro de US$ 1,11 bilhão.
A linha "Outros" saltou de US$ 41 milhões para US$ 1,26 bilhão, puxada por ganho cambial de US$ 249 milhões e renda de US$ 967 milhões de Treasuries e outros investimentos.
O efeito da bolsa no lucro líquido
O lucro líquido foi de US$ 10,1 bilhões, ante US$ 4,6 bilhões no 1T25. A diferença é, em grande parte, contábil. O padrão GAAP exige que variações no valor de mercado das ações em carteira entrem no resultado, mesmo sem venda.
No 1T25, esse efeito gerou perda de US$ 7,4 bilhões. No 1T26, a perda foi de US$ 7,0 bilhões. O próprio press release da Berkshire adverte que esse efeito "é geralmente sem sentido e produz números de lucro por ação extremamente enganosos."
Lucro por ação e projeções
A Berkshire tem dois tipos de ação. A Classe A (BRK.A), nunca desdobrada, é negociada na casa das centenas de milhares de dólares. A Classe B (BRK.B) equivale a 1/1.500 de uma Classe A e foi criada para ampliar o acesso ao papel.
O lucro por ação da Classe A foi de US$ 7.027; o da Classe B, US$ 4,68. O consenso Zacks projetava US$ 4,82 e o Barchart, US$ 4,76. Pelos dois critérios, o resultado ficou abaixo do estimado.
A distorção vem, justamente, da linha de investimentos. No lucro operacional, o avanço de 17,7% superou a expectativa de crescimento de um dígito que analistas projetavam.
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