Bill Gates pede desculpas por vínculos com Jeffrey Epstein e admite erro
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, pediu desculpas a funcionários de sua fundação por manter vínculos com Jeffrey Epstein, reconhecendo que o relacionamento manchou a imagem da organização, embora tenha negado envolvimento em crimes atribuídos ao magnata, morto em 2019.
Segundo gravação obtida pelo The Wall Street Journal, Gates afirmou que errou ao se encontrar com Epstein e se desculpou por ter levado executivos da Fundação Gates a reuniões com ele. O empresário disse não ter praticado atos ilícitos nem presenciado condutas ilegais durante os encontros.
Gates reconheceu ter mantido relacionamentos com duas mulheres russas que tiveram contato com Epstein, mas afirmou que elas não faziam parte da rede de vítimas do financista. Ele também declarou que imagens divulgadas recentemente, nas quais aparece ao lado de mulheres com os rostos ocultados, referem-se a fotos solicitadas por Epstein após reuniões com suas assistentes.
O empresário reiterou que nunca teve contato com vítimas dos crimes atribuídos a Epstein e negou ter frequentado a ilha privada do financista nas Ilhas Virgens. Segundo ele, os encontros ocorreram após 2011 e incluíram jantares em ocasiões distintas.
Contexto dos encontros e repercussões
De acordo com documentos revelados no âmbito do caso Epstein, o financista teria escrito a si mesmo, em 2013, mensagens que sugeriam um suposto caso extraconjugal de Gates e a busca por antibióticos para tratar uma infecção sexualmente transmissível. Gates negou as acusações e afirmou que as mensagens não foram enviadas a terceiros, sugerindo tentativa de difamação.
O cofundador da Microsoft reconheceu que manteve encontros com Epstein até 2014, mesmo após o financista ter se declarado culpado, em 2008, por solicitar serviços sexuais de uma menor. Gates afirmou que, à luz das informações conhecidas hoje, avalia que a decisão de manter contato foi um erro grave e que o comportamento de Epstein era contínuo.
Em entrevista à Nine News Australia, Gates havia declarado que não visitou a ilha privada de Epstein e que não teve participação em atividades ilícitas. À equipe da fundação, disse que o impacto do episódio sobre a reputação da organização é significativo e reiterou o pedido de desculpas aos funcionários envolvidos.
*Com informações da EFE
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