Bitcoin cai para US$ 68 mil e retorna aos US$ 70 mil com volatilidade elevada
Nesta segunda-feira, 23, o bitcoin é negociado de volta a casa dos US$ 70 mil após ter caído para US$ 68 mil no final de semana. A maior criptomoeda do mundo enfrenta volatilidade conforme conflitos geopolíticos e seus impactos na cotação dos mais diversos ativos financeiros chegam também ao universo cripto.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 70.802, com alta de 1% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda ainda acumula queda de 4,2%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, voltou para uma de suas pontuações mais baixas, sinalizando "medo extremo" em 8 pontos.
O que está acontecendo nos mercados?
"A escalada das tensões geopolíticas pode influenciar a forma como os mercados de energia continuam a moldar a alocação de capital em ativos globais. Com o petróleo Brent sendo negociado próximo de US$ 112 e novas ameaças à infraestrutura energética no Golfo, o petróleo volta a se tornar o principal sinal macroeconômico para as expectativas de inflação", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
"A possibilidade de uma interrupção prolongada no fornecimento através do Estreito de Ormuz sugere que a pressão geopolítica pode continuar a adiar qualquer trajetória significativa de flexibilização, mesmo com as condições econômicas mais amplas permanecendo relativamente estáveis. Os mercados estão respondendo por meio de um reposicionamento seletivo, em vez de uma fuga generalizada para ativos de segurança. Ouro e prata recuaram após o pico inicial, indicando que as condições de liquidez e a realização de lucros estão se sobrepondo, no curto prazo, aos fluxos tradicionais para ativos de proteção. Preços de energia mais elevados, rendimentos reais mais firmes e a incerteza em torno das respostas de política econômica estão criando um ambiente mais seletivo, no qual os ativos defensivos já não se movem de forma paralela. Os ativos digitais refletem esse mesmo ajuste", acrescentou.
Por que o bitcoin caiu?
"A queda do bitcoin para a faixa dos US$ 68 mil e a retração do ether, acompanhadas por liquidações mais amplas, sugerem que o mercado cripto continua fortemente atrelado às condições de liquidez macro em momentos de estresse geopolítico. Embora a pressão de curto prazo seja impulsionada pela redução de alavancagem e por um posicionamento mais cauteloso, os ativos digitais continuam sendo negociados dentro de um contexto mais amplo, no qual os preços do petróleo, as expectativas de juros e os sinais de inflação influenciam cada vez mais a rotação de capital entre portfólios", disse Guilherme Prado.
Resiliência no setor cripto
"Mesmo diante de um ambiente macroeconômico e geopolítico adverso, o bitcoin tem demonstrado resiliência relativa. O ativo conseguiu recuperar rapidamente os níveis perdidos durante o final de semana, enquanto parte dos mercados tradicionais também apresentou recuperação", disse Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
"Esse comportamento reforça a percepção de que o bitcoin continua sendo o principal ativo de referência dentro do universo cripto, sofrendo menos pressão relativa do que a maioria das altcoins em momentos de maior aversão a risco", acrescentou.
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