Bitcoin negocia 'de lado' e depende de cenário inflacionário para voltar a subir
Nesta quinta-feira, 14, o bitcoin é negociado "de lado", com pouca variação de preço nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mundo pode depender de maior clareza sobre o cenário inflacionário e a liquidez global para voltar a subir, segundo um especialista da Bitget. Isso porque dados recentes de inflação norte-americana foram bastante negativos, aumentando a aversão ao risco nos mercados.
No momento, o bitcoin é cotado a US$ 79.750, com queda de 0,6% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de quase 1,7%.
O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, voltou a sinalizar "medo" entre investidores. O indicador que vai de 0 a 100 marca 34 pontos nesta quinta-feira, 14.
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget, apontou que o bitcoin permanece abaixo de US$ 80 mil graças ao movimento de cautela que reflete um ambiente macroeconômico mais pressionado nos Estados Unidos.
"O mercado reagiu negativamente aos dados mais fortes de inflação ao produtor, com o PPI registrando alta anual de 6%, o maior nível desde 2022, reforçando preocupações de que o Federal Reserve possa manter uma política monetária restritiva por mais tempo. O cenário provocou uma redução do apetite por risco nos mercados globais e atingiu diretamente os ativos digitais", disse.
"As liquidações no mercado cripto dispararam cerca de 68%, aproximando-se de US$ 400 milhões, com predominância de posições compradas. O movimento indica que boa parte da recente pressão veio da desmontagem de apostas excessivamente otimistas e alavancadas no curto prazo. O comportamento do bitcoin reforça cada vez mais sua correlação com Wall Street e com indicadores macroeconômicos dos EUA", acrescentou Gil Herrera.
Para o especialista, "à medida que a adoção institucional cresce, o ativo passa a responder de forma mais sensível a dados de inflação, juros e liquidez". "A alta de 1,4% no PPI de abril, a maior em quatro anos, reduz expectativas de cortes rápidos de juros e enfraquece o ambiente favorável para ativos de maior risco".
Herrera apontou ainda que "sem novos catalisadores positivos e com o mercado monitorando os próximos passos do Fed, o bitcoin tende a permanecer consolidado até que haja maior clareza sobre o cenário inflacionário e de liquidez global".
Análise técnica do bitcoin
"Na última quarta-feira, 13, o preço do bitcoin despencou mais de 3% e atingiu a mínima de US$ 78.754. Apesar da queda, o preço da principal criptomoeda do mercado se sustentou em um importante suporte e voltou a ser negociado, até o momento desta publicação, por US$ 79.485", disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.
"Caso o preço do bitcoin rompa o suporte dos US$ 78.754, haverá um vácuo de liquidez o qual poderá levar o ativo até os suportes dos US$ 73.500 e US$ 69.150. Se houver força compradora para impulsionar o preço para cima, as resistências estão nas faixas de preços dos US$ 81.6 mil e 83 mil", acrescentou.
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