Bitcoin recua após se aproximar de US$ 73 mil, mas tendência de alta predomina

Por Mariana Maria Silva 9 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Bitcoin recua após se aproximar de US$ 73 mil, mas tendência de alta predomina

Nesta quinta-feira, 9, o bitcoin é negociado na casa dos US$ 71 mil em leve recuo após ter se aproximado de US$ 73 mil nas últimas 24 horas. A maior criptomoeda do mundo deve manter sua tendência de alta, com especialistas mencionando resiliência e vetores de suporte técnico predominantes, mesmo diante de um cenário de incerteza geopolítica e macroeconômica.

No momento, o bitcoin é negociado a US$ 70.950, mas chegou a custar US$ 72.815 na última quarta-feira, 8. A criptomoeda opera em queda de 1% nas últimas 24 horas, mas acumula alta de quase 8% nos últimos sete dias.

O Índice de Medo e Ganância ainda sinaliza "medo extremo", assim como ocorreu durante boa parte de 2026. Em 14 pontos, o índice que vai de 0 a 100 tem uma de suas pontuações mais baixas.

"O mercado de criptoativos opera em leve correção nesta quinta-feira, 9, com o bitcoin recuando cerca de 0,6%, mas ainda sustentando níveis acima de US$ 70 mil após ter se aproximado da faixa dos US$ 72 mil nos últimos dias. O movimento reflete uma realização de lucros natural após o rali recente, sem alteração relevante na estrutura de tendência", disse Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.

O especialista acrescentou ainda que "o mercado de criptoativos combina fundamentos positivos, como acumulação on-chain e avanço institucional, com um ambiente externo ainda instável".

"O bitcoin segue demonstrando resiliência, sustentado por demanda estrutural, enquanto as altcoins permanecem mais dependentes de liquidez e apetite a risco, com espaço para recuperação seletiva. No curto prazo, a volatilidade deve persistir diante das incertezas geopolíticas e macroeconômicas. No médio prazo, o cenário segue construtivo, com vetores de suporte ainda predominantes", concluiu Szuster.

O que está acontecendo nos mercados financeiros?

"O mercado de cripto segue acompanhando com cautela a escalada geopolítica no Oriente Médio. Apesar do anúncio de um cessar-fogo entre EUA e Irã, o cenário ainda está longe de uma resolução clara. O acordo é visto como frágil, com relatos de violações por ambos os lados, enquanto a sinalização de manutenção da presença militar dos EUA no Golfo Pérsico reforça a percepção de que o risco geopolítico permanece elevado. Nesse contexto, a trajetória do petróleo também segue como variável-chave para o apetite a risco global", explicou Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget na América Latina.

"Esse ambiente de incerteza ajuda a explicar o comportamento mais defensivo dos investidores institucionais. A saída de US$ 124,5 milhões dos ETFs à vista de bitcoin indica que, mesmo com algum alívio inicial em outros mercados, ainda não há convicção suficiente para aumentar exposição. Se esse movimento persistir, pode limitar o potencial de recuperação no curto prazo", acrescentou.

Análise técnica do bitcoin

"Do ponto de vista técnico, o bitcoin começa a mostrar sinais de melhora no momentum, com RSI na região neutra e MACD positivo, sugerindo uma tentativa de retomada — ainda que insuficiente para reverter a tendência de baixa em prazos mais longos. Ao mesmo tempo, há um fator tático relevante: existe um volume considerável de posições vendidas alavancadas concentradas na região dos US$ 72 mil", disse Gil Herrera.

"Com o aumento das expectativas de cortes de juros pelo Fed, esse posicionamento pode crescer ainda mais. Em um cenário de rompimento dessa faixa, o fechamento dessas posições (short squeeze) poderia acelerar o movimento de alta, levando o bitcoin inicialmente para a região dos US$ 75 mil e, potencialmente, mais próximo dos US$ 80 mil. Ainda assim, esse cenário mais construtivo depende de uma melhora no pano de fundo macro. A evolução da guerra no Irã e o comportamento do petróleo continuam sendo fatores críticos que podem tanto destravar quanto limitar esse movimento", concluiu.

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