Bitcoin sobe 7% do fundo da semana passada e contraria pessimismo
O bitcoin opera em alta nesta sexta-feira, 12, e acumula uma valorização de 7% desde o fundo da semana passada, quando chegou a ser negociado a US$ 59.159.
Do lado das notícias, o cenário geopolítico melhorou depois que os Estados Unidos anunciaram o cancelamento de ataques ao Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo de paz com a nação persa pode ser assinado no fim de semana na Europa.
Apesar disso, a agência de notícias estatal iraniana afirmou que ainda não há um acordo sobre o programa nuclear do país. De todo modo, a redução das hostilidades e a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo do mundo, já são bem-vindas pelo mercado.
Às 10h14 (horário de Brasília), o bitcoin sobe 0,8% em 24 horas, a US$ 63.334.
Segundo a equipe de análise da corretora de criptoativos BingX, o mercado de criptoativos teve uma retomada nesta semana, mas o movimento deve ser visto mais como estabilização do que uma reversão de tendência para maior apetite por risco.
“O desempenho mais forte de curto prazo também veio após uma onda severa de desalavancagem na semana passada, então parte do movimento provavelmente reflete reparo de posicionamento”, avaliam os analistas.
Para a BingX, o próximo grande evento a ser acompanhado pelo mercado é a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) dos EUA na semana que vem, dia 17.
“Os sinais-chave serão se o Federal Reserve remove qualquer viés de flexibilização restante, se o gráfico de pontos se desloca para cima, e se os formuladores de política caracterizam o pico da inflação como pressão temporária de energia ou um sinal inicial de difusão inflacionária mais ampla”, dizem os analistas da exchange.
ETFs e indicadores
Apesar do desempenho positivo dos criptoativos hoje, ontem foi mais um dia de saída de capital dos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista que são negociados nas bolsas de valores dos EUA. Foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 22,5 milhões neste tipo de fundo, no quinto pregão consecutivo de retirada de dinheiro.
Os dois maiores alvos dos saques de recursos foram o ARKB, ETF de bitcoin da Ark Invest, com US$ 27,2 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o HODL, da Van Eck, com US$ 14,8 milhões. Por outro lado, o IBIT, da BlackRock, teve US$ 30,3 milhões de entrada líquida de capital.
Usado para medir o sentimento do mercado, o índice Fear & Greed das criptomoedas apurado pelo CoinMarketCap se manteve na zona de “medo extremo”, mas subiu de 16 para 18 pontos. Isso significa que houve uma ligeira melhora no humor dos investidores.
O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.
Altcoins seguem o benchmark
Entre as altcoins, as criptomoedas que não são o bitcoin, o dia também é de ganhos, acompanhando o desempenho da principal moeda digital.
O ether tem alta de 0,9%, a US$ 1.663; o BNB, token da Binance Smart Chain, sobe 1,1%, a US$ 605,58; o XRP, ativo de pagamentos internacionais usado pela Ripple, registra ganhos de 2%, a US$ 1,13; e a solana avança 2,2%, a US$ 66,72.
Vinicius Bazan, CEO da consultoria Underblock, afirma que a queda do bitcoin acelerou uma correção das altcoins recentemente, por mais que elas tenham tentado se descolar do BTC em algum momento na semana anterior.
“Vimos o ether perder a faixa dos US$ 2 mil e agora negociar abaixo de US$ 1.700, demonstrando fraqueza. Assim como solana, que perdeu os US$ 80, uma faixa na qual vinha negociando desde fevereiro, e agora vai brigar novamente com os antigos suportes, que agora viraram resistências”, aponta Bazan.
Para ele, com exceção de algumas criptomoedas específicas, como a hyperliquid, o mercado está basicamente esperando pelo próximo grande movimento do bitcoin. “É um mercado atento para saber se este novo teste da região dos US$ 60 mil a US$ 59 mil do BTC vai ser um fundo assim como foi em fevereiro ou se ainda vamos ter espaço para correções maiores”, avalia.
Bazan acredita que a curto prazo a região dos US$ 60 mil do bitcoin deve ser defendida, porque já é visível uma perda de ímpeto da pressão vendedora.
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