Bolsa já parou 23 vezes com circuit breaker; relembre os episódios

Por Ana Luiza Serrão 10 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Bolsa já parou 23 vezes com circuit breaker; relembre os episódios

O circuit breaker é um mecanismo que interrompe as negociações do pregão quando a bolsa registra oscilações muito fortes. Na B3, o mecanismo já foi acionado 23 vezes. O primeiro episódio ocorreu em outubro de 1997, durante a crise asiática, quando o colapso da bolsa de Hong Kong provocou forte turbulência nos mercados globais.

No ano seguinte, em 1998, a crise financeira da Rússia levou a cinco interrupções no Brasil. Em 1999, a mudança no regime cambial e a forte desvalorização do real provocaram mais duas.

Já a crise financeira global de 2008, causada pelo colapso do mercado imobiliário nos Estados Unidos, gerou seis paralisações na bolsa de valores brasileira.

'Joesley Day' e a pandemia

Após quase uma década sem interrupções, o circuit breaker voltou a ser acionado em maio de 2017, no episódio conhecido como "Joesley Day", com denúncias envolvendo executivos da JBS e o ex-presidente Michel Temer.

Circuit Breaker: linha do tempo na B3. (B3/Divulgação)

A divulgação do conteúdo gerou forte reação no mercado, com temor de uma nova crise política e impacto nas reformas econômicas em discussão no país.

Já o episódio mais recente ocorreu em março de 2020, no início da pandemia de covid-19. A rápida disseminação do vírus pelo mundo aumentou a incerteza sobre os impactos econômicos da crise.

Com isso, a combinação de turbulências nos mercados globais e a forte queda nos preços internacionais do petróleo aumentou o nível de aversão ao risco entre investidores.

A B3 precisou acionar o circuit breaker seis vezes em um intervalo de dez dias.

No período, o Ibovespa registrou algumas das maiores perdas de sua história recente, incluindo um recuo de 13,92% em 16 de março de 2020.

Os movimentos de circuit breaker na B3

Na bolsa brasileira, o circuit breaker tem três estágios definidos pela variação do Ibovespa em relação ao fechamento do dia anterior, a depender de determinados percentuais de queda.

Até hoje, o terceiro nível nunca foi acionado na bolsa brasileira. Além disso, existem algumas restrições, pois o mecanismo não pode ser ativado nos 30 minutos finais do pregão.

Quando ocorre a pausa, todas as ordens automáticas são canceladas. Se quiser negociar novamente, o investidor precisa enviar novas ordens depois da reabertura.

A ideia é funcionar como um freio de emergência para momentos de pânico, a fim de reduzir a volatilidade extrema e evitar decisões precipitadas, segundo o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME).

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