Bolsas da Europa disparam com queda do petróleo e alívio sobre a guerra no Irã
As principais bolsas da Europa fecharam em forte alta nesta terça-feira, 10, impulsionadas pela queda expressiva do petróleo e pela expectativa de uma possível desescalada da guerra no Oriente Médio.
A melhora no apetite por risco ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito com o Irã estaria "praticamente terminado", o que levou investidores a recompor posições após dias de forte aversão ao risco.
O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em alta de 1,82%, aos 605,76 pontos, interrompendo uma sequência de três dias de perdas.
Entre os principais mercados da região, o DAX, de Frankfurt, saltou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100, de Londres, avançou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40, de Paris, subiu 1,79%, aos 8.057,36 pontos.
A recuperação veio na esteira da forte correção nos preços do petróleo. Durante as negociações na Europa, o barril do Brent chegou a cair cerca de 10% após ter superado os US$ 100 na sessão anterior, sendo negociado por volta de US$ 88 durante a tarde em Londres.
Já o West Texas Intermediate (WTI) recuava perto de 11%, para cerca de US$ 84. A queda da commodity ajudou a aliviar temores sobre inflação e custos de energia, fatores que haviam pressionado os mercados globais nos últimos dias.
Companhias aéreas e montadoras voltam a subir
O movimento beneficiou especialmente empresas sensíveis ao preço do combustível, como companhias aéreas. As ações da Lufthansa dispararam cerca de 7,8%, enquanto os papéis da Air France-KLM avançaram aproximadamente 5,1%, recuperando parte das perdas registradas na véspera.
No setor corporativo, montadoras também se destacaram. As ações da Volkswagen subiram mais de 3% após executivos destacarem medidas para reforçar a resiliência do grupo em meio a um cenário global desafiador.
Por outro lado, a fabricante suíça de chocolates Lindt & Sprüngli chegou a cair cerca de 10%, apesar de divulgar crescimento anual de vendas e lucro operacional acima das expectativas.
No campo geopolítico, o mercado também acompanhou discussões entre ministros de energia do G7, formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, sobre possíveis medidas para estabilizar o mercado de petróleo, incluindo a eventual liberação de reservas estratégicas.
Apesar do alívio desta terça-feira, analistas avaliam que a volatilidade deve continuar elevada enquanto persistirem incertezas sobre o conflito e os riscos ao fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de um quinto do transporte mundial da commodity.
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