Bolsas sobem com inflação fraca nos EUA e aposta em corte de juros

Por Estela Marconi 16 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Bolsas sobem com inflação fraca nos EUA e aposta em corte de juros

Os mercados globais operaram em alta nesta segunda-feira após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado reforçarem a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano.

Os negócios, porém, foram marcados por baixo volume, com os mercados dos EUA fechados pelo feriado do Presidents’ Day e as bolsas da China continental sem operar por conta do feriado do Ano-Novo Lunar. No Brasil, o Ibovespa também está fechado devido ao Carnaval.

Segundo a Bloomberg, os futuros do S&P 500 subiram 0,4%, enquanto o índice europeu Stoxx Europe 600 avançou 0,4%, com ações de bancos reagindo após as perdas da semana passada.

Os títulos públicos da Alemanha e os futuros de Treasuries ficaram estáveis, depois de os rendimentos dos papéis americanos de 10 anos tocarem o menor nível desde dezembro na sexta-feira.

Expectativa de corte de juros e efeito da IA no mercado

Com a divulgação de um índice de inflação mais fraco do que o esperado nos EUA, o mercado passou a precificar integralmente um corte de juros pelo Fed em julho, além de elevar a probabilidade de uma redução já em junho, segundo a Bloomberg.

Para Andrea Gabellone, da KBC Securities, o pano de fundo para as ações segue positivo após os dados de inflação, embora a dispersão entre setores deva aumentar com a leitura mais crítica sobre segmentos mais expostos à inteligência artificial.

Analistas ouvidos pelo site têm recomendado cautela com empresas mais vulneráveis a processos de “canibalização” provocados pela adoção de IA, especialmente nos setores de software, serviços corporativos e mídia. Uma equipe do JPMorgan Chase & Co. apontou risco maior para companhias cujos modelos de negócio podem ser substituídos por novas ferramentas de automação.

Já o Goldman Sachs Group Inc. lançou uma cesta de ações de software que busca se beneficiar da adoção de IA, enquanto vende papéis de empresas potencialmente mais afetadas pela disrupção tecnológica.

O portal destaca que a resiliência dos lucros corporativos nos EUA tem sido um fator de sustentação para o mercado acionário. Em entrevista à Bloomberg TV, Nataliia Lipikhina, do JPMorgan, afirmou que o crescimento médio de lucros das empresas nesta temporada de balanços gira em torno de 13%, o que sustenta uma visão mais construtiva para o S&P 500.

Na agenda da semana, investidores monitoram os dados de emprego privado da ADP, na terça-feira, e a ata da reunião de janeiro do Fed, na quarta, em busca de novos sinais sobre o ritmo da economia americana.

Em outros mercados, o ouro recuou para abaixo de US$ 5.000 por onça, com investidores realizando lucros após a alta da sessão anterior. O dólar operou estável. O Bitcoin foi negociado ao redor de US$ 69 mil após registrar a quarta queda semanal consecutiva.

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