Botafogo é punido novamente pela Fifa e sofre transfer ban
O Botafogo foi novamente punido pela Fifa com um transfer ban nesta segunda-feira em razão da dívida com o Atlanta United referente à contratação do meia argentino Thiago Almada.
O acionamento da entidade ocorreu após o descumprimento de um acordo de pagamento firmado pelo controlador da SAF, John Textor, que previa o depósito das parcelas a partir de fevereiro. A parcela de março, no entanto, não foi quitada.
Com a nova sanção, a SAF alvinegra, que está em uma grave crise financeira, volta a ficar impedida de registrar novos jogadores por prazo indeterminado.
O clube já estava sob punição relacionada à negociação de Almada desde 31 de dezembro. Em janeiro, Textor obteve a aprovação de um empréstimo e chegou a um entendimento com o Atlanta United para retirar o Botafogo da lista de devedores da Fifa. Na ocasião, foi paga uma parcela de US$ 10 milhões (R$ 49,1 milhões, na cotação atual), além do compromisso de quitar outras quatro parcelas de US$ 5 milhões (R$ 24,5 milhões cada).
O montante total do acordo é de US$ 30 milhões, sendo US$ 21 milhões pela compra do jogador e US$ 9 milhões referentes a bônus contratuais e repasse da venda ao Atlético de Madrid, da Espanha. A parcela prevista para março, porém, não foi paga.
Atualmente, há também um transfer ban em vigor que impede o Botafogo de registrar contratações por três janelas de transferências. Essa punição decorre da falta de pagamento ao Ludogorets, da Bulgária, na negociação do atacante Rwan Cruz. Contratado no ano passado, o jogador já não atua pelo clube, tendo sido emprestado ao Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e posteriormente retornado ao próprio Ludogorets.
Além das sanções internacionais, o Botafogo sofre uma punição em âmbito nacional aplicada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) em razão do não pagamento de uma das parcelas da mesma negociação. Com isso, o clube já estava impedido de registrar novos atletas na CBF por um período de seis meses.
No balanço patrimonial divulgado em 1º de maio, a SAF do Botafogo apresentou ativo total de R$ 1,578 bilhão, valor superior aos R$ 1,413 bilhão registrados ao fim de 2024. O montante considera o patrimônio geral do clube e valores a receber ao longo de 2025.
O principal ponto de atenção, no entanto, é o passivo. Até o fim de 2025, a dívida total do Botafogo alcançou R$ 2,010 bilhões, crescimento de quase R$ 500 milhões em relação aos R$ 1,554 bilhão registrados no fim do ano passado. Desse total, R$ 662,7 milhões correspondem a obrigações de longo prazo, enquanto R$ 1,347 bilhão refere-se a compromissos de curto prazo, com vencimento em até um ano.
Botafogo lista dívidas de mais de R$ 1,1 bilhão
A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo apresentou pedido de recuperação judicial com uma extensa lista de credores. Segundo levantamento publicado pela ESPN, o montante devido a clubes, jogadores, técnicos, empresários e fornecedores chega a R$ 1.119.102.671,96.
Clubes brasileiros
Entre os credores nacionais, destacam-se o Santos, com R$ 22,2 milhões, e o Grêmio, com R$ 20,4 milhões. Também figuram na lista o Ceará (R$ 5,2 milhões), o São Paulo (R$ 4,1 milhões), além de valores menores para Volta Redonda, Portuguesa, Nova Iguaçu e Hercílio Luz.
Clubes estrangeiros
No exterior, os números são ainda mais expressivos. O Botafogo deve R$ 191 milhões ao Atlanta United, R$ 118 milhões ao Nottingham Forest, R$ 67 milhões ao Benfica e R$ 56 milhões ao Zenit. O Ludogorets, que acionou o clube na Fifa e provocou um transfer ban, tem a receber R$ 37 milhões. Outros credores incluem Udinese, Lyon, Vélez Sarsfield, Nacional (Uruguai) e Braga.
Atletas e técnicos
Entre os profissionais, o atacante Igor Jesus aparece com R$ 17,2 milhões a receber. O jovem Nathan Fernandes tem direito a quase R$ 5 milhões, enquanto o técnico Renato Paiva figura com R$ 2 milhões. Também estão na lista valores devidos a Bruno Lage, Mastriani, Gabriel Bahia, Tiquinho Soares, Lucas Perri e outros atletas.
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