Bradesco diz que piloto com stablecoins provou eficiência da tecnologia blockchain
O Bradesco informou que fará a custódia de ativos digitais para seus clientes por meio de parceria com a fornecedora de infraestrutura blockchain Fireblocks. Além disso, o banco também comentou que fez um primeiro piloto com uso de stablecoins para transações de comércio exterior, que teria mostrado a eficiência de criptoativos para este tipo de operação.
Renata Petrovic, head de inovação do Bradesco, afirmou que a experiência com stablecoins permitiu o recebimento de transferências internacionais no mesmo dia, reduzindo o tempo do padrão de d+1 (um dia útil para liquidação) e d+2 (dois dias úteis para liquidação) que costuma ocorrer.
“Também houve ganho qualitativo em previsibilidade de valor: a paridade 1:1 da stablecoin com o dólar se manteve estável durante as operações, o que evita surpresas, facilita a formação de preço e melhora a negociação”, disse a executiva.
Stablecoins no câmbio
As stablecoins são criptomoedas cujo preço está sempre atrelado ao de alguma moeda tradicional soberana, como o dólar, na paridade de 1:1. Essa estabilidade da cotação em relação à divisa de referência se dá porque a empresa emissora mantém reservas naquela moeda, de modo que cada criptoativo corresponde, por exemplo, a US$ 1 que ela tem em caixa no mundo real.
Na prática, isso permite que as stablecoins funcionem como uma representação em blockchain do câmbio. Com isso, usuários podem utilizar os ativos para pagamentos e remessas sem a tradicional burocracia cambial nem a volatilidade de outras criptomoedas.
Além do Bradesco, outros bancos também trabalham com stablecoins para transações de câmbio. O Braza Bank possui duas stablecoins, uma de real e outra de dólar, o Itaú já falou anteriormente no desenvolvimento de uma stablecoin própria, e instituições como o BTG e o Nubank possuem parceria com a emissora de stablecoins Circle.
Ao lado da executiva do Bradesco, Regina Pedroso, diretora executiva da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), lembrou que cripto gera novas possibilidades de negócios e investimento. “Temos que desconstruir a ideia de que cripto está ligado à criminalidade”, disse.
Já Julia Rosin, diretora presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), comentou que um dos grandes focos da associação é segurança. “Mostrar que o mercado realmente é seguro para se operar. Focar em segurança é gerar um sistema em que o consumidor tenha confiança no ecossistema”, defendeu.
As executivas falaram durante o evento de pré-lançamento do Blockchain.RIO 2026.
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