Brasil e Armênia apresentam dez prioridades globais contra desinformação climática

Por Sofia Schuck 13 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Brasil e Armênia apresentam dez prioridades globais contra desinformação climática

Em meio à urgência da crise climática, a desinformação emergiu como um risco adicional aos esforços globais de preservação ambiental e ações efetivas. O cenário é agravado por líderes como o presidente americano, Donald Trump, indo na contramão das evidências científicas.

Para enfrentar esse desafio, o Fórum sobre Informação e Democracia divulgou nesta quinta-feira, 12, um relatório com dez prioridades para fortalecer a integridade da informação ambiental, fruto de um trabalho conjunto liderado por Brasil e Armênia.

O documento é resultado de 12 meses de trabalho do Grupo de Trabalho sobre Integridade da Informação sobre Mudança do Clima e Meio Ambiente, que reuniu cerca de 100 formuladores de políticas públicas, pesquisadores e especialistas da sociedade civil de 30 países.

Os dados apontam que o mundo está fora da trajetória necessária para limitar o aquecimento global a 1,5°C conforme estabelecido pelo Acordo de Paris e a desinformação climática tem sido cada vez mais instrumentalizada para ganhos políticos, se tornando uma das principais ameaças globais contemporâneas.

"A ação por parte dos Estados e outros atores relevantes é urgente", disse Camille Grenier, diretor-executivo do Fórum sobre Informação e Democracia.

O relatório apresenta medidas que os governos podem implementar, em consonância com os princípios estabelecidos na Parceria sobre Informação e Democracia, em especial o direito à liberdade de opinião e de expressão.

COP30: do debate à ação

Os primeiros resultados do grupo de trabalho foram apresentados durante a COP30 em Belém, quando países participantes endossaram a Declaração de Belém sobre Integridade da Informação sobre Mudança do Clima.

O relatório também alimenta a Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, liderada pelo Brasil em parceria com a ONU e a Unesco.

A implementação das recomendações já está em andamento em países como Brasil, Armênia, Bélgica e França, com previsão de novo relatório de acompanhamento em 2026.

As dez prioridades

O documento estabelece medidas concretas que abrangem desde a reforma da publicidade digital até o fortalecimento da educação midiática. Entre as principais recomendações estão:

Governança integrada – Incorporar a integridade da informação nos marcos de governança climática e ambiental, reconhecendo que a ação climática depende do acesso a informações confiáveis.

Reforma econômica – Reformar a publicidade digital e os incentivos econômicos para interromper a monetização da desinformação ambiental.

Transparência corporativa – Ampliar a responsabilização de empresas para combater o "greenwashing" e regular alegações ambientais enganosas.

Proteção de jornalistas – Proteger jornalistas e defensores ambientais como base para um debate público informado.

Regulação de plataformas – Fortalecer marcos regulatórios para que plataformas digitais garantam acesso a informações confiáveis e sejam responsabilizadas por seus sistemas.

Jornalismo de qualidade – Reforçar a liberdade e sustentabilidade da imprensa e o jornalismo ambiental como bens públicos.

Comunicação científica – Aprimorar a divulgação de dados científicos e promover inclusão digital para acesso universal a informações ambientais.

Educação – Promover educação ambiental e midiática para fortalecer a resiliência social à desinformação.

Pesquisa – Expandir pesquisas, monitoramento e metodologias compartilhadas sobre desinformação ambiental.

Coordenação internacional – Fortalecer capacidades institucionais e alinhamento entre esforços nacionais e iniciativas globais.

O relatório completo está disponível no site da COP30.

1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)

2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)

3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)

4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)

5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)

6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)

7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)

8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)

9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)

10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

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