Brasil volta a produzir navio de guerra após 46 anos com a Fragata Tamandaré
Após quase cinco décadas sem produzir um navio de guerra desse porte, a Marinha do Brasil incorporou nesta sexta-feira, 24, a Fragata Tamandaré (F200), considerada a mais moderna embarcação militar da América Latina.
Construída em Itajaí, Santa Catarina, a fragata marca a retomada da produção nacional desse tipo de navio após 46 anos e passa a integrar a estratégia de defesa e vigilância do espaço marítimo brasileiro, com foco na proteção da chamada Amazônia Azul.
Com 107 metros de comprimento, 20 metros de altura e mais de 3.500 toneladas, a embarcação tem capacidade para transportar até 130 militares. O projeto foi desenvolvido com mão de obra brasileira e transferência de tecnologia internacional.
A Fragata Tamandaré foi projetada com recursos que reduzem sua detecção por radares e reúne sensores avançados, sistemas integrados de combate e armamentos de alta precisão.
O navio será empregado em diferentes cenários de defesa naval, incluindo operações de guerra aérea, de superfície e submarina. A principal missão será ampliar a proteção da Amazônia Azul, considerada uma das áreas estratégicas mais importantes para o país.
O que é a Amazônia Azul
A chamada Amazônia Azul corresponde a cerca de 6 milhões de quilômetros quadrados de área marítima ao longo da costa brasileira.
A região concentra biodiversidade, rotas comerciais estratégicas e recursos naturais de alto valor econômico, como petróleo, gás e minerais.
Segundo a Marinha, o monitoramento e a proteção dessa área são fundamentais para a segurança nacional e para o desenvolvimento econômico do país.
Programa prevê novas embarcações
A Fragata Tamandaré é a primeira de um programa que prevê a construção de outras três embarcações até 2029.
A expectativa é que o projeto gere cerca de 23 mil empregos diretos e indiretos no Brasil, além de ampliar a capacidade da indústria nacional de defesa.
Também já foi assinado um memorando para a produção de mais quatro navios, embora essa etapa ainda dependa da formalização dos contratos.
O programa das fragatas da classe Tamandaré tem custo estimado em cerca de R$ 12 bilhões e deve substituir os navios da classe Niterói, em operação desde a década de 1980.
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