BTG troca Nubank por Itaú e Allos por Equatorial em carteira de ações de junho

Por Ana Luiza Serrão 1 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
BTG troca Nubank por Itaú e Allos por Equatorial em carteira de ações de junho

O BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) atualizou as suas carteiras recomendadas de ações e de dividendos para junho, em meio a um cenário macroeconômico desafiador, com a inflação projetada em 5% em 2026 e o mercado revisando as expectativas de corte de juros da taxa Selic.

Apesar da forte correção que fez o Ibovespa recuar 7,06%, a pior queda num mês desde fevereiro de 2023, e do fluxo de capital estrangeiro migrar para o setor de tecnologia dos Estados Unidos e Ásia, o banco enxerga o valuation atual do mercado brasileiro como "reconhecidamente baixo". E, com as ações negociadas a múltiplos atrativos, junho surge como uma janela de oportunidade.

Carteira das 10 principais escolhas

Para a carteira 10SIM, que seleciona as dez principais oportunidades do mês, a principal novidade é a entrada do Itaú Unibanco (ITUB4) com um peso de 15%. O bancão entra no lugar do Nubank por sua capacidade de navegar em ciclos de crédito mais complexos, na avaliação do BTG.

Outra mudança importante foi a inclusão da Equatorial (EQTL3), que assume uma fatia de 10% no lugar da Allos (ALOS3). "A Equatorial é uma empresa de primeira linha, defensiva, e é negociada a uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 10,4%", escreveram os analistas.

Para abrir espaço a essas movimentações e equilibrar os riscos macroeconômicos, o banco reduziu levemente a exposição na Localiza (RENT3) e na Petrobras (PETR4), embora ambas continuem com 10% de peso devido ao seu papel estratégico e defensivo no portfólio.

Carteira de dividendos

A Carteira de Dividendos do BTG Pactual também passou por ajustes finos. A grande estrela do mês é a Caixa Seguridade (CXSE3), que estreia com 10% de participação e assume o posto de principal escolha do setor.

"O momento operacional da CXSE segue superior ao do principal concorrente, enquanto o perfil de fluxo de caixa de maior prazo da carteira de seguros oferece maior previsibilidade e resiliência de resultados, algo que deve continuar sendo um diferencial importante no ambiente atua", detalhou.

Para a entrada da seguradora, a Vibra Energia (VBBR3) deixou o portfólio. O banco também demonstrou forte otimismo com a Cury (CURY3), dobrando a sua aposta na construtora de 5% para 10%.

"Nossa visão positiva sobre a ação é sustentada pelo forte impulso do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), apoiado por mudanças recentes nas condições do programa", reforçou o banco.

Em contrapartida, as posições em Allos e Motiva foram reduzidas para 5% cada.

Carteira de ações internacionais

O BTG Pactual divulgou, ainda, sua carteira recomendada de ações internacionais (BDRs), após registrar uma rentabilidade de 8,1% no mês de maio, com um cenário macroeconômico pressionado pela inflação e pela projeção de que a taxa de juros dos Estados Unidos feche o ano entre 3,50% e 3,75%.

Para o período atual, o banco realizou alterações na composição do portfólio. Deixaram a carteira as ações da Micron, Walmart e Raytheon. Em substituição, foram incluídas as empresas Netflix, com peso de 3%, Eli Lilly, com 4%, e Palantir, também com 4% de participação.

Carteira de small caps

Já a carteira das dez principais oportunidades de investimento de empresas com valuation de até R$ 15 bilhões, conhecidas como small caps, mostra duas mudanças.

As empresas Vitru (VTRU3) e Bradesco Saúde (SAUD3) deixaram o portfólio. Em contrapartida, foram adicionadas as ações da SBF (SBFG3) e da Orizon (ORVR3).

Carteira de fundos imobiliários

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