BTS: 7 segredos revelados no novo documentário do grupo na Netflix
O BTS está de volta e desta vez com câmeras acompanhando tudo.
"BTS: O Retorno", documentário dirigido por Bao Nguyen e disponível na Netflix a partir desta sexta-feira, 27, registra os bastidores da criação de "Arirang", o primeiro álbum do grupo em quase quatro anos, gravado ao longo de dois meses em Los Angeles e continuado em Seul.
Com câmeras de mão, conversas em carros e sessões de estúdio sem filtro, o filme entrega mais do que qualquer fã esperava ver. Em tributo aos sete Bangtan Boys, listamos sete coisas que aprendemos com o documentário.
1. O álbum foi feito sob pressão
As sessões em Los Angeles começaram em julho, logo após a dispensa de Suga do serviço militar, no fim de junho.
Jin chegou em agosto, vindo diretamente de sua turnê solo para se juntar ao grupo, que já estava com o trabalho bastante adiantado.
"A estrutura está pronta", disse RM, mas as sessões continuaram na esperança de que surgissem "canções novas e melhores".
Ao todo, o grupo produziu cerca de 100 faixas nesse período, algo que J-Hope descreveu como "trabalhar feito uma fábrica".
"Queríamos evitar uma longa pausa depois de sermos dispensados", disse Jimin. "E agora estamos correndo, sendo que é um projeto especial."
2. O título e o conceito chegaram tarde
Com o álbum quase pronto, o BTS ainda não sabia qual era a grande ideia por trás dele. "Não tenho nenhuma noção real do que esse álbum deveria ser", admitiu RM.
Foi a gravadora quem trouxe a solução: a diretora criativa da Big Hit, Boyoung Lee, apresentou ao grupo a história de sete coreanos que visitaram a Universidade Howard em 1896 e fizeram a primeira gravação conhecida da canção folclórica "Arirang" em um cilindro de cera.
Lee também apontou que a música tradicional poderia se conectar à saudade que o BTS sentiu durante o afastamento dos fãs e da música.
Para dar referências visuais e musicais, a HYBE apresentou moodboards com capas de álbuns como Brat (Charli xcx), Astroworld (Travis Scott), Renaissance (Beyoncé), Chromakopia (Tyler, the Creator) e Yeezus (Kanye West).
3. O grupo brigou com a gravadora sobre o sample de 'Arirang'
Um dos debates mais tensos do documentário foi sobre o quanto da canção folclórica usar na faixa "Body to Body". J-Hope gostou da versão inicial, em que o sample aparecia sutilmente ao fundo, mas V e RM acharam que mesmo assim ficou direta demais.
"Talvez seja porque somos coreanos?", questionou RM. "É por isso que soa um pouco estranho?"
Quando a HYBE apresentou uma versão com o sample mais longo, como aparece no álbum, os membros a rejeitaram unanimemente. "Quanto mais tempo dura, mais envergonhado fico", disse Jimin.
Foi o chairman da HYBE, Bang Si-Hyuk, quem interveio, pedindo que imaginassem estádios lotados ao redor do mundo cantando "Arirang" juntos. "Um artista como o BTS só aparece uma vez a cada poucas décadas, e não há como negar que vocês são coreanos", disse ele. A decisão final, porém, ficou com o grupo.
4. Eles também questionaram o excesso de letras em inglês
"Acho que tem letras em inglês demais", disse Suga em uma reunião, defendendo mais coreano nos versos de rap. RM concordou: "Existe um nível de autenticidade que precisamos ter aqui".
A vice-presidente da Big Hit, Nicole Kim, ouviu o pedido, mas pediu que equilibrassem autenticidade com apelo global.
As preocupações eram práticas também: Jin questionou se uma tradução para o inglês caberia no beat original, RM repetidamente se perguntou se suas letras soavam "estranhas" nas sessões com compositores, e Jimin foi direto ao ponto: nenhuma quantidade de ensaio resolveria letras "desajeitadas".
5. O serviço militar influenciou as letras
A experiência militar deixou marcas visíveis nas músicas. Ao escrever "NORMAL", RM disse não saber o que fazer quando as coisas desaceleram, mas que também não suporta a rotina.
"A ideia de acordar todo dia me assusta um pouco. Não o acordar em si, mas a ideia dos dias se repetindo, como no exército", refletiu.
O refrão de "SWIM", por sua vez, ele descreve como "alguém, ou eu mesmo, quase desistindo. Mas não 100%."
O documentário também mostra RM pegando o saxofone que aprendeu a tocar durante o serviço militar e cutucando os outros tocando o toque militar de despertar, arrancando reclamações do grupo inteiro.
6. 'SWIM' quase não foi o single principal
A escolha de "SWIM" como carro-chefe do álbum gerou debate interno.
V a chamou de movimento na "direção oposta" do que tinham planejado; Jimin gostou da música, mas questionou se era realmente a escolha certa, dada sua leveza em relação ao que os fãs esperavam.
Mas foi exatamente esse desvio que convenceu o grupo. Suga lembrou que não seria a primeira vez que eles apostaram alto e acertaram: em 2020, mais da metade dos membros era contra lançar "Dynamite", que acabou se tornando o primeiro número 1 do grupo no ranking Billboard Hot 100.
7. Como o grupo carrega o peso da fama
O documentário também mostra o BTS em um momento raro de descanso, em uma praia.
Mas mesmo longe dos holofotes, o peso da fama permanece. Jin disse sentir que é "bem-sucedido demais para o seu próprio bem", enquanto Jung Kook expressou o desejo de se afastar das expectativas constantes. "Acho que tem uma parte de mim que só quer ser cantor. E nada mais".
Foi RM quem sintetizou o que mantém o grupo unido: "Mesmo separados, nenhum de nós está jamais sozinho. E se os sete de nós pudermos continuar esse caminho juntos, podemos nadar para onde a maré nos levar."
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