Carreira linear vs. não linear: como Millennials e Gen Z mudaram o mercado
Assim como a sociedade muda e se adapta às novas tecnologias, a definição de carreira e estruturação profissional também mudou ao longo do tempo. O que as gerações antigas como baby boomers (nascidos de 1946-1964) aceitavam para manter a estabilidade salarial e emprego as gerações de Millennials (1981-1996) e a Geração Z (1997-2012) questionam e seguem um estilo de carreira não linear.
Segundo estudo da Universidade Federal de Santa Catarina, produzido pela psicóloga Suzana da Rosa Tolfo, desde o final do século XX as definições do que é construir uma carreira estão mudando. Isso reflete a transição do modelo de estabilidade, o que antes prezava o financeiro hoje é valorizado o aprendizado e a qualidade de vida.
Nesse contexto, diferentes modelos de carreira passaram a coexistir e refletir essas mudanças de valores e estruturas no mundo do trabalho. Do caminho linear e previsível à trajetória flexível e orientada por projetos, é possível identificar pelo menos três formatos principais que ajudam a compreender como os profissionais constroem hoje suas jornadas:
Carreira tradicional
É marcada pela ascensão linear, hierarquias e a estabilidade financeira. Os profissionais que escolhem seguir essa trajetória, ficam muitos anos em uma empresa e vão conquistando promoções de cargos e aumento salarial com o decorrer do tempo.
Carreira moderna
Caracteriza o início dos anos 2000, com a globalização e a ascensão da tecnologia. Ela desconstrói a linearidade imposta anteriormente. As equipes se tornam mais horizontais, com o progresso medido a partir do acúmulo de experiências e não mais por títulos e cargos.
Carreira sem fronteira
Esse modelo se confunde com a carreira moderna, pois também rompe padrões lineares, no entanto, sua diferença é que o profissional não está ligado a uma única organização. Esse modelo descreve uma lógica em que o profissional constrói sua trajetória a partir de projetos, redes e aprendizado contínuo, atravessando diferentes organizações ao longo do tempo. Um exemplo palpável deste modelo são PJs e Freelancers.
Construir carreira hoje é sobre direção, não apenas movimento
As transformações no mundo do trabalho mostram que não existe mais um único caminho para construir uma carreira. Seja em trajetórias mais estáveis ou em modelos flexíveis e orientados por projetos, o ponto em comum é a necessidade de assumir um papel mais ativo nas próprias escolhas profissionais.
Nesse cenário, desenvolver clareza sobre seus objetivos e entender como se posicionar deixa de ser opcional — e passa a ser um diferencial. Mais do que acompanhar mudanças, é preciso saber como navegar por elas com intenção, construindo uma trajetória que faça sentido para você.
A masterclass gratuita do Na Prática, conduzida por Claudia Elisa, parte justamente dessa realidade para discutir a carreira de forma estratégica. Ao longo do encontro, você vai entender como tomar decisões mais conscientes, se posicionar com mais clareza e construir um caminho profissional alinhado com seus interesses e com as demandas do mercado atual.
Para deixar de reagir às mudanças e começar a direcionar sua própria trajetória, dê o próximo passo com mais estratégia. INSCREVA-SE
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: