CEO da AMD prevê crescimento massivo do mercado de CPU nos próximos cinco anos
A CEO da AMD, Lisa Su, prevê que o aumento da demanda por CPUs irá crescer de forma massiva nos próximos cinco anos. Isso representa uma mudança na tendência dos últimos três a quatro anos, quando o destaque para construir capacidades de inteligência artificial ficou por conta dos GPUs.
A executiva disse que ninguém da indústria poderia prever tamanho da demanda pelo CPUs, reportou o site de notícias Nikkei Asia. “À medida que inferência e agentes IA realmente começaram a acelerar, o mercado de CPU continuará a crescer muito”, disse a reporteres em evento nesta sexta-sexta feira, 22. De acordo com ela, nos próximos cinco anos, esse segmento irá se expandir 35% a cada ano.
Su admitiu, porém, que no momento há um gargalo para suprir a demanda por esses processadores, já que ninguém a havia previsto. A CEO reforçou que não é apenas no mercado de CPU que a oferta não está dando conta de atender a procura motivada pela construção das capacidades de IA. Também faltam memória e data centers. Mas destacou que essas questões têm sido resolvidas com agilidade.
Processadores para atender agentes de IA
A AMD tem crescido de forma significativa e, junto com a Intel, liderado o mercado de CPUs. Em 16 de abril deste ano, as ações da AMD atingiram recorde histórico, quando os papéis subiram 7,8% e chegaram a US$ 278,26. Na ocasião, analistas da Berstein, afirmaram que a companhia se beneficia da “força em CPU para servidores”.
Em maio deste ano, o banco Goldman Sachs elevou a recomendação de compra das ações da AMD e disse que a empresa deve faturar US$ 21,1 bilhões em receita com CPUs até o fim de 2027. Isso porque a IA impulsiona a busca por chips para servidores e a ascensão dos agentes requerem chips baseados na arquitetura x86, como os que a AMD produz.
As perspectivas do mercado CPUs tem atraído também a Nvidia, que hoje domina o segmento de GPUs. Em conversa nesta semana para falar dos resultados financeiros da empresa, a Nvidia afirmou ter encontrado um TAM (mercado total endereçável) de US$ 200 bilhões, com seu CPU Vera, voltado para agentes IA.
Os GPUs processam de forma paralela quantidades massivas de dados e se tornaram essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Mas agentes IA requerem poder computacional sustentado com comunicação rápida entre núcleos de processamento e, por isso, demandam CPUs.
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