CEO da Coinbase volta a defender projeto de regulação cripto nos EUA

Por Ricardo Bomfim 10 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
CEO da Coinbase volta a defender projeto de regulação cripto nos EUA

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, voltou a apoiar o projeto de regulamentação de criptoativos que estava travado no Congresso dos Estados Unidos.

Chamada de “Clarity Act”, a proposta é vista como essencial para dar segurança jurídica ao mercado de ativos digitais na maior economia do mundo.

Em janeiro, Armstong havia retirado o apoio ao “Clarity Act” por críticas ao texto aprovado pela Câmara de Representantes. Entre elas, o executivo citava as restrições à oferta de ações tokenizadas, o aumento da supervisão da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) em ativos digitais e, principalmente, a proibição da oferta de recompensas em stablecoins.

O último ponto é algo que entrou no texto por pressão do lobby dos bancos. Segundo as instituições financeiras americanas, pagar rendimento em stablecoins aos investidores como estímulo ao uso deste tipo de ativo digital é algo que pode tirar dinheiro dos depósitos bancários e diminuir a capacidade de concessão de crédito.

Apoio de Scott Bessent

A mudança de opinião de Armstrong se deu após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defender o projeto de regulamentação cripto dos EUA.

Em artigo publicado no jornal The Wall Street Journal, Bessent escreveu que o país precisa da aprovação do “Clarity Act” para continuar a liderar o mundo em termos de regulação.

“Uma fatia crescente do desenvolvimento cripto migrou para lugares com regras claras, como Abu Dhabi e Singapura. Lá fora, empresas sabiam quando e como se registrarem, quais padrões seguirem e como operar. Os benefícios de se domiciliar nos EUA raramente superaram os riscos”, argumentou o secretário do Tesouro.

Em postagem na rede social X (Twitter), Armstrong concordou com Bessent e declarou: “é hora de passar o ‘Clarity Act’”.

O CEO da Coinbase disse ainda que estava grato pelo trabalho bipartidário entre os senadores nos últimos meses para tornar o projeto de regulamentação cripto mais forte.

Armstrong foi criticado por usuários do X após a mudança de opinião. Vários deles lembraram que foi a oposição de Armstrong, que está à frente da maior corretora de criptomoedas dos EUA, que levou o projeto a um impasse.

“Dane-se você Armstrong. O Clarity Act já teria passado se não fosse você bloqueando”, postou o usuário Andy Smith, em resposta ao tuíte do CEO da Coinbase.

Rendimento de stablecoins

Nesta semana, um relatório da Casa Branca afirmou que a oferta de rendimento em stablecoins não prejudica substancialmente a capacidade de crédito dos bancos, ao contrário do que as instituições afirmam.

O relatório calculou que eliminar o rendimento de stablecoins aumentaria o crédito bancário em apenas US$ 2,1 bilhões no cenário-base, o que corresponde a um incremento de 0,02%.

De acordo com o documento, as as stablecoins oferecem benefícios que não existem em depósitos convencionais, em especial para investidores internacionais. A liquidação instantânea 24/7 seria um deles.

Outro seria a segurança, pois as reservas que garantem as stablecoins são 100% colateralizdas, ao passo que os depósitos bancários estão sujeitos ao risco de crédito. “Isso pode ajudar a evitar corridas bancárias e melhorar a estabilidade do sistema de pagamentos”, defenderam os conselheiros da Casa Branca.

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